Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) aponta que a ex-governadora Benedita da Silva (PT) e o deputado federal e ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) lideram as intenções de voto para o Senado no Rio de Janeiro em 2026, em dois cenários testados. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 1.200 eleitores fluminenses entre os dias 21 e 25 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-02671/2026.
Cenário 1: com Cláudio Castro, Canella e Molon
No primeiro cenário, que inclui o ex-governador Cláudio Castro (PL) – atualmente inelegível –, Márcio Canella (União) e Alessandro Molon (PSB), os percentuais são: Benedita da Silva (PT) com 11%; Marcelo Crivella (Republicanos) com 8%; Carlos Portinho (PL) e Márcio Canella (União) com 4% cada; Alessandro Molon (PSB), Mônica Benício (PSOL), Pedro Paulo (PSD) e Waguinho (Republicanos) com 3% cada; Marcos Dias (Podemos) e Sávio Neves (PSDB) com 1% cada; Hélio Secco (Missão) não pontuou. Indecisos somam 22%, e brancos/nulos/abstenções, 37%.
Cenário 2: sem Castro, Canella e Molon
No segundo cenário, que exclui Cláudio Castro (inelegível), Márcio Canella (investigado por ligação com o crime organizado) e Alessandro Molon, os números são: Benedita da Silva (PT) com 12%; Marcelo Crivella (Republicanos) com 9%; Carlos Portinho (PL) com 4%; Mônica Benício (PSOL), Pedro Paulo (PSD) e Waguinho (Republicanos) com 4% cada; Marcos Dias (Podemos) e Sávio Neves (PSDB) com 1% cada; Hélio Secco (Missão) não pontuou. Indecisos representam 23%, e brancos/nulos/abstenções, 38%.
Contexto da inelegibilidade de Cláudio Castro
A pesquisa ocorre cerca de dois meses após Cláudio Castro (PL), em 28 de maio, desistir de disputar o Senado e ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Em seu lugar, o Partido Liberal indicou o senador Carlos Portinho. A condenação decorreu de ações do Ministério Público Eleitoral e da coligação de Marcelo Freixo (adversário na disputa ao governo), que apontaram irregularidades na Fundação Ceperj e na Uerj. Entre as acusações: desvirtuamento da Ceperj com fins eleitoreiros, aumento exponencial do orçamento sem previsão legal, criação de programas sociais não orçados e manutenção de uma folha de pagamento secreta com 18 mil contratados sem concurso público. O processo também envolve o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj.
Disputa por duas vagas
Em 2026, cada eleitor fluminense votará para eleger dois senadores. A Quaest apresentou os votos totais de cada pré-candidato, considerando as duas intenções de voto. Os altos índices de indecisos e de brancos/nulos/abstenções – acima de 35% nos dois cenários – indicam que a corrida ainda está em aberto e que os candidatos precisarão trabalhar para consolidar seus nomes.



