O PT e o PL estão na liderança das ações de remoção de conteúdo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em um movimento que antecipa a batalha eleitoral de 2026. Nos últimos dias, o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, determinou a retirada liminar de postagens que associavam falsamente o senador Flávio Bolsonaro (PL) a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) alternativa ao fim da escala 6x1, e um vídeo que acusava o presidente Lula (PT) de financiar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho.
Aumento expressivo de representações
O tribunal recebeu 135 representações de pré-campanhas até o momento, um aumento de 335% em relação ao mesmo período de 2022. Esse crescimento reflete a intensificação do uso de plataformas digitais para propaganda eleitoral antecipada e a preocupação dos partidos com a disseminação de desinformação. Segundo o TSE, a maioria das ações envolve acusações infundadas ou distorções de fatos que podem prejudicar a imagem de candidatos.
Decisões de André Mendonça
O ministro André Mendonça, relator de parte das representações, justificou as medidas cautelares como necessárias para proteger o debate público. "A liberdade de expressão não pode servir de escudo para a propagação de mentiras que atentam contra a honra e o processo eleitoral", afirmou Mendonça em sua decisão. As postagens removidas incluíam conteúdos que ligavam Flávio Bolsonaro a uma suposta manobra para manter a escala 6x1, e um vídeo editado que sugeria envolvimento de Lula com o crime organizado.
Impacto na disputa de 2026
Especialistas apontam que o aumento das ações no TSE indica uma disputa mais acirrada e a utilização de estratégias jurídicas para neutralizar adversários. O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o PT, do atual presidente Lula, são os principais protagonistas. Para o cientista político Carlos Melo, "a judicialização da campanha já começou, e o TSE será um campo de batalha crucial nos próximos meses".
As decisões de Mendonça também geraram reações: o PL criticou a remoção do conteúdo sobre Flávio, enquanto o PT elogiou a rapidez na retirada do vídeo contra Lula. O TSE informou que continuará monitorando as plataformas e aplicando sanções em caso de descumprimento das ordens.



