Pré-candidatos às eleições de 2026 chegam com chapas incompletas às convenções
Pré-candidatos chegam com chapas incompletas às convenções

As convenções partidárias que oficializam candidaturas ao Executivo e Legislativo começam nesta segunda-feira (20) e vão até 5 de agosto, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas. No entanto, muitos pré-candidatos à Presidência e a cargos estaduais chegam aos eventos com chapas incompletas e coligações ainda indefinidas, tanto no âmbito nacional quanto em colégios eleitorais relevantes.

Presidenciáveis: indefinições e definições

O PL realiza sua convenção no sábado (25) na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, para formalizar Flávio Bolsonaro como candidato à presidência. Contudo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não escolheu o vice, em meio a dificuldades para fechar apoio de siglas do centrão, como a federação União Brasil – Progressistas. Flávio deseja uma vice mulher; nomes como Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal, e a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) são cotados. A escolha depende de acertos partidários. O Republicanos (convenção em 4 de agosto) e o União-PP (evento em agosto, sem data) ainda não decidiram se integrarão a coligação de Flávio e avaliam neutralidade na disputa nacional. Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, afirmou que “ainda tem muita água para rolar”. O Solidariedade tende a ficar neutro, sem apoiar Lula ou Flávio. Nas eleições estaduais, essas siglas do centrão adotarão postura distinta, apoiando candidatos de esquerda em alguns estados e de direita em outros.

No domingo (26), o PSD lança Ronaldo Caiado ao Planalto com chapa fechada: o presidente do partido, Gilberto Kassab, será vice. Apesar de candidato próprio nacional, o PSD respeitará alianças locais, como em São Paulo, onde apoiará Tarcísio de Freitas (Republicanos), que apoia Flávio. O evento do PSD será em São Paulo, mesmo dia da convenção local que fechará apoio a Tarcísio.

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Em 27 de julho, Romeu Zema será oficializado candidato pelo Partido Novo em convenção em Brasília. O partido precisa definir vice; Zema busca apoio de outras siglas, como o Podemos, mas a definição deve sair apenas no fim do prazo das convenções, em agosto.

Em 1º de agosto, o Missão, partido criado em 2025 pelo Movimento Brasil Livre (MBL), lança Renan Santos em São Paulo, com chapa “puro sangue” e Aroldo Medina (Missão) como vice.

O PT lançará Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição em 2 de agosto, em São Paulo, com Geraldo Alckmin (PSB) como vice. A coligação deve incluir PCdoB, PV (federados ao PT), a federação Rede-PSOL e o PDT. Apesar da situação pacífica nacional, em alguns estados o PT enfrenta impasses.

Minas Gerais: indefinições na esquerda e direita

Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, chega às convenções com dificuldades. O PT, que realiza convenção estadual em 1º de agosto, deve lançar o deputado Patrus Ananias (PT-MG) ao governo, após recusas de Rodrigo Pacheco (PSB) e Marília Campos. A chapa não está fechada: uma vaga ao Senado deve ser de Marília, enquanto a segunda vaga e o vice seguem em aberto.

Na direita, aguarda-se a decisão do senador Cleitinho (Republicanos-MG) sobre concorrer ao governo. Se for candidato, o PL deve integrar sua chapa — a convenção do PL ocorre em 27 de julho. Atualmente, o PL só definiu Domingos Sávio (PL) ao Senado. Sem Cleitinho, o PL pode lançar candidato próprio, como os empresários Vittorio Medioli e Flavio Roscoe. O governador Mateus Simões (PSD) será formalizado candidato à reeleição em 2 de agosto, mas o vice, a ser indicado pelo Novo, ainda está indefinido.

Rio de Janeiro: bolsonarismo com dificuldades

No Rio, o PL oficializa Douglas Ruas como candidato ao governo em 24 de julho, mas o vice é incógnita. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) é pré-candidato ao Senado, mas a segunda vaga é pivô de impasse. Márcio Canella (União), ex-prefeito de Belford Roxo, estava escalado, mas após prisão por porte ilegal de arma há duas semanas, sua candidatura está ameaçada. Rogério Lisboa (PP) desistiu de ser vice de Ruas, indicando provável neutralidade da federação PP-União no estado, isolando o PL e favorecendo Eduardo Paes (PSD).

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Pernambuco e Maranhão: indefinições nas chapas

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) será oficializada candidata à reeleição em 2 de agosto, mas ainda não definiu se Priscila Krause (PSD) continuará como vice. Para o Senado, Túlio Gadelha (PSD) é o nome mais consolidado; a segunda vaga depende de acertos com União e PP. Em 1º de agosto, o PSB formaliza João Campos ao governo, com Carlos Costa (Republicanos) como vice, e Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) ao Senado.

No Maranhão, o PT realiza convenção em 1º de agosto com a missão de completar a chapa de Felipe Camarão (PT), que ainda não tem vice. Para o Senado, apenas a senadora Eliziane Gama (PT-MA) está definida. O PL não deve ter candidato próprio e busca palanque local para Flávio. Outro entrave: André Fufuca (PP) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) lançaram-se pré-candidatos ao Senado, mas Fufuca apoia Eduardo Braide (PSD) e Pedro endossa Orleans Brandão (MDB) ao governo.

São Paulo: definições e convenções

O PT realiza convenção estadual em 25 de julho em Campinas para oficializar Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. A chapa está definida: Márcio França (PSB) como vice, e Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ao Senado.

O Republicanos oficializa Tarcísio de Freitas à reeleição em 1º de agosto no Ginásio do Ibirapuera, com Felício Ramuth (MDB) como vice. Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) concorrerão ao Senado na chapa do governador. Nesta segunda (20), a federação União-PP realiza convenção estadual em São Paulo para formalizar apoio a Tarcísio, a candidatura de Derrite e o apoio a Flávio, apesar de a direção nacional ainda não ter se posicionado sobre a disputa federal.