O Partido Liberal (PL) ingressou nesta quarta-feira (16) com uma nova representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra uma pesquisa eleitoral divulgada recentemente. A ação alega que o levantamento apresenta indícios de irregularidades metodológicas que podem comprometer a lisura do processo eleitoral.
Alegações do PL
De acordo com a legenda, a pesquisa em questão, realizada pelo instituto Paraná Pesquisas e divulgada no último dia 10 de julho, teria utilizado uma amostragem desproporcional em relação ao eleitorado real. O PL aponta que a margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos não refletiria a distribuição demográfica correta dos eleitores.
“A pesquisa apresenta um viés claro, favorecendo determinado candidato. Estamos confiantes de que o TSE corrigirá essa distorção”, afirmou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em nota oficial.
Detalhes da Representação
Na representação, o PL solicita que o TSE determine a suspensão imediata da divulgação dos resultados da pesquisa, além da aplicação de multa ao instituto responsável. O partido também pede que seja aberta uma investigação para apurar se houve manipulação intencional dos dados.
Esta não é a primeira vez que o PL questiona pesquisas eleitorais neste ano. Em maio, a legenda já havia protocolado duas ações semelhantes contra outros levantamentos, mas ambas foram arquivadas por falta de provas.
Resposta do Instituto
O instituto Paraná Pesquisas, por meio de sua assessoria, negou as acusações. “Nossos métodos são rigorosamente técnicos e seguem todas as normas do TSE. A pesquisa foi registrada sob o número BR-01234/2026 e está disponível para verificação de qualquer interessado”, declarou o diretor do instituto, Murilo Hidalgo.
Especialistas em pesquisa eleitoral consultados pela reportagem avaliam que as críticas do PL são infundadas. “A amostra utilizada é consistente com a metodologia padrão. Não há evidências de irregularidade”, afirmou o cientista político Antônio Lavareda.
Impacto Político
A pesquisa contestada pelo PL mostra o candidato do partido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 35% das intenções de voto, atrás do líder das pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aparece com 40%. O PL espera que, com a suspensão do levantamento, a imagem de Bolsonaro não seja prejudicada.
O TSE ainda não se manifestou sobre a representação. O tribunal tem até 72 horas para decidir sobre o pedido liminar de suspensão.



