PF planeja 40 operações durante o pleito
A Polícia Federal (PF) prepara uma série de operações para as eleições de 2026, segundo fontes internas. O objetivo é coibir crimes eleitorais como compra de votos, caixa dois e lavagem de dinheiro. A expectativa é que ao menos 40 operações sejam deflagradas entre janeiro e outubro do ano eleitoral, um aumento de 25% em relação a 2022.
"Estamos estruturando um plano de ação integrado com o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral", afirmou o diretor-geral da PF, em entrevista coletiva. As operações devem ocorrer em todas as regiões do país, com destaque para estados com histórico de fraudes.
Foco em candidatos e financiamento
As investigações miram principalmente o financiamento ilegal de campanhas. A PF utilizará ferramentas de inteligência artificial para cruzar dados de doações e gastos declarados. Segundo relatório interno, 80% das operações serão preventivas, visando desarticular esquemas antes do período eleitoral.
"O cidadão pode esperar eleições mais limpas", disse o coordenador da operação, delegado Carlos Mendes. Ele destacou que a PF já obteve 15 prisões preventivas em investigações preliminares.
Impacto nos partidos e na arrecadação
A expectativa é que as operações impactem diretamente a arrecadação de campanhas. Em 2022, a PF realizou 32 operações, resultando em R$ 50 milhões apreendidos. Para 2026, a meta é superar R$ 100 milhões em valores bloqueados, conforme o plano estratégico.
Partidos com maior número de candidatos investigados tendem a sofrer mais pressão. Estima-se que 30% das legendas já estão sob monitoramento. A PF também atuará em parceria com a Receita Federal para rastrear fluxos financeiros suspeitos.
Reações de políticos e especialistas
Políticos de diferentes espectros reagiram à notícia. Alguns elogiaram a iniciativa, enquanto outros criticaram o timing. "Há risco de interferência política", alertou o cientista político José Almeida, da USP. Já a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, defendeu a atuação da PF: "A lei deve ser cumprida, e as operações são legítimas".
A PF garantiu que as operações seguirão rigorosamente os protocolos legais, sem violar sigilos ou direitos. O órgão também prepara um canal de denúncias online para cidadãos.



