A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) confirmou neste domingo, 2, que será candidata ao Senado Federal pelo Distrito Federal. O anúncio ocorreu durante a convenção regional do PL em Brasília, em um evento em que ela não esteve presente fisicamente devido a uma crise de enxaqueca. A declaração foi lida pelo irmão da ex-primeira-dama, Diego Torres, que transmitiu a mensagem aos apoiadores e lideranças partidárias reunidos.
Decisão comunicada em carta lida pelo irmão
Michelle enviou uma carta com o discurso que gostaria de fazer pessoalmente. No texto, ela afirmou que aceitou o desafio como uma missão para transformar a sociedade. “Quando o justo governa, o povo está mais seguro e vive melhor. A política é poderosa e o propósito edifica. Então, um mandato político baseado em bons propósitos transforma para melhor a sociedade e a vida das pessoas. E é por isso, e apenas por isso, que eu aceitei esse desafio. Sou pré-candidata ao Senado Federal e vou ajudar a edificar a nossa nação, porque governar é cuidar”, disse Michelle na carta lida por Diego Torres.
A ex-primeira-dama também aproveitou a mensagem para acenar ao enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que é candidato à Presidência da República. Ela declarou que caminhará ao lado do parlamentar na campanha. “O meu marido escolheu o Flávio para estar à frente dessa multidão e nós vamos caminhar juntos e a passos largos para impedir que o mal seja audacioso e continue a castigar o nosso povo”, afirmou.
Apoio de Flávio Bolsonaro na convenção
Presente, Flávio Bolsonaro se manifestou sobre a candidatura da madrasta e disse que precisará dela e da deputada federal Bia Kicis (PL), também pré-candidata ao Senado, para “resgatar” a democracia no Brasil. Ele também desejou uma rápida recuperação a Michelle, mencionando que a filha dele passou pelo mesmo problema de saúde.
“Eu quero desejar aqui melhoras pra Michelle, que ela se recupere rápido. Há pouco tempo, nossa filha também teve essas enxaquecas fortes e fez o mesmo tratamento que a Michelle está fazendo. Então, a gente sabe o que é e daqui a pouco ela vai estar de volta, firme e forte para nos ajudar a resgatar esse Brasil”, afirmou o senador durante a convenção.
Número de urna e chapa com Celina Leão
Com a confirmação da candidatura, Michelle terá o número de urna 222. Ela passa a integrar a chapa liderada pela governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição ao Palácio do Buriti. A aliança entre o PL e o PP no Distrito Federal foi construída para fortalecer a base bolsonarista na capital do país.
A convenção regional do PL em Brasília teve como um dos principais momentos o anúncio da pré-candidatura da ex-primeira-dama. A expectativa dos dirigentes partidários é que a presença de Michelle na disputa ao Senado possa atrair votos para a chapa governista e reforçar a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Repercussão e próximos passos
A oficialização da candidatura de Michelle Bolsonaro ocorre após dias de especulação sobre sua participação nas eleições. O nome dela já era citado nos bastidores do PL como um dos principais trunfos do partido para a disputa no Distrito Federal. Agora, resta aguardar o registro da candidatura na Justiça Eleitoral e o início oficial da campanha.
O cenário eleitoral no DF ganha um novo contorno com a entrada de Michelle. O palanque duplo – para o Senado e para a Presidência – deve ser explorado nas próximas semanas, com a ex-primeira-dama dividindo palanque com Flávio Bolsonaro e Celina Leão em eventos de campanha.
Enquanto isso, a recuperação da ex-primeira-dama é acompanhada pela família e pela equipe médica. A crise de enxaqueca, que a impediu de comparecer à convenção, não deve afetar o calendário eleitoral, segundo pessoas próximas. No entanto, a assessoria não divulgou novos compromissos públicos da pré-candidata até a conclusão deste texto.



