Marília Campos vê candidatura ao governo de MG como 'página virada'
Marília Campos: candidatura ao governo de MG é 'página virada'

A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT-MG) afirmou que a possibilidade de concorrer ao governo de Minas Gerais é considerada 'página virada'. A declaração foi dada em entrevista ao jornal Valor Econômico publicada nesta quarta-feira. Marília, que é pré-candidata ao Senado, também criticou a longa duração do período concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) decidisse se concorreria ao comando do Executivo. Pacheco, que era o favorito de Lula, anunciou que ficará fora da disputa e encerrará sua carreira política neste ano.

Pressão do PT e decisão de Marília

Pressionada pelo PT para concorrer ao governo mineiro, Marília reafirmou sua posição: 'Eu disse que não estaria [disponível], que a minha estratégia política é outra, era não ter candidatura própria, continuando, inclusive a estratégia anterior [com Pacheco], que é ter uma candidatura de centro — afirmou ao Valor. — E aí, ao PT coube estabelecer os contatos para definição ou redefinição da estratégia eleitoral: ou para lançar a candidatura própria ou para compor com o PSD, com o MDB.'

Estratégia de 'frente ampla'

Durante a entrevista, Marília voltou a repetir que considera equivocada a estratégia do partido de ter um candidato próprio e defendeu a construção de uma 'frente ampla'. No entanto, disse que caberá ao comando da sigla decidir qual será o candidato mais viável. Internamente, os nomes dos deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG) são cogitados. Além disso, também são consideradas as hipóteses de composição com Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior (PSB).

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Reunião com Lula e prioridade do PT

Como mostrou o GLOBO, a escolha do candidato foi assunto de uma reunião realizada entre Lula e integrantes da pré-campanha. Na ocasião, a definição foi descrita como prioritária pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que busca um nome desde a desistência de Pacheco. Marília, que era defensora da candidatura de Pacheco, criticou o tempo prolongado dado por Lula e pelo PT ao parlamentar para que ele pudesse decidir se concorreria ou não. 'Eu não sei o porquê se deu esse tempo todo, não sei quais eram as razões de ter de ter tido essa expectativa e esse tempo de espera — disse ao Valor.

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