Lula lidera 1º turno com 40%, mas empata tecnicamente com Flávio no 2º turno
Lula lidera 1º turno com 40%, mas empata com Flávio no 2º

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa de primeiro turno para a Presidência da República com 40% das intenções de voto, contra 33% do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (21). O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-05864/2026, ouviu 2.000 eleitores entre 18 e 20 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Cenário do primeiro turno

Na sequência, aparecem Renan Santos (Missão), com 9%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 7%. Romeu Zema (Novo) registra 2%, mas empata tecnicamente com Augusto Cury (Avante) e Joaquim Barbosa (DC), ambos com 1%. Brancos e nulos somam 3%, enquanto 3% não souberam responder. A pesquisa é a primeira a captar o possível impacto eleitoral da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre o Brasil em 15 de julho.

Segundo turno: empate técnico

Apesar da vantagem no primeiro turno, Lula conquista 45% das intenções de voto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que tem 42% — um empate técnico dentro da margem de erro. Brancos e nulos somam 8%, e 5% não souberam responder. Em relação à pesquisa de junho, Flávio avançou: naquele mês, ele tinha 40% contra 45% de Lula, que ficava numericamente à frente e fora da margem de erro.

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Lula também empata tecnicamente com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado: Caiado tem 44%, contra 43% de Lula. Brancos e nulos somam 8%, e 5% não souberam responder. Nesta rodada, Lula venceria somente dois adversários no segundo turno: Romeu Zema e Renan Santos. Contra Zema, Lula tem 44% ante 38% do ex-governador de Minas Gerais (brancos/nulos 11%, não sabem 7%). Contra Renan Santos, Lula tem 44% contra 35% (brancos/nulos 11%, não sabem 10%).

Impacto das tarifas dos EUA

O levantamento é o primeiro após o anúncio da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre o Brasil. A campanha de Flávio tenta atribuir ao governo Lula a culpa pelas novas tarifas, enquanto o Palácio do Planalto defende a soberania nacional e aliados acusam o clã bolsonarista de atuar nos EUA contra o Brasil por interesses eleitoreiros. O resultado, especialmente o empate técnico no segundo turno, serve como termômetro para as campanhas que disputam o saldo eleitoral do conflito tarifário.

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