Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto para a Presidência da República entre os eleitores de São Paulo. No primeiro turno, ele aparece com 34%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 30%, em segundo lugar. O levantamento ouviu 1.650 eleitores presencialmente entre 23 e 27 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Outros candidatos
Na pesquisa estimulada, outros candidatos pontuam: Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 3% cada; Augusto Cury (Avante) tem 2%; Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) têm 1%; Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não atingem 1%. Eleitores indecisos somam 10%, e 13% declaram voto branco, nulo ou não pretendem votar.
Definição do voto e reeleição
Para 57% dos paulistas, a escolha do voto já é definitiva, enquanto 42% afirmam que ainda podem mudar. Questionados se Lula merece se reeleger, 64% dos eleitores rechaçam essa possibilidade, contra 33% que consideram o petista merecedor de um quarto mandato.
Cenários de segundo turno
Em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula teria 35% das intenções de voto, contra 40% do senador. Contra Ronaldo Caiado, Lula marcaria 35% ante 34% de Caiado, empate técnico dentro da margem de erro. Contra Romeu Zema, o presidente teria 35% contra 33% do ex-governador. Contra Renan Santos, Lula teria 36% contra 30%. Nos cenários, os indecisos variam de 7% a 9%, e os brancos/nulos/não votantes, de 18% a 25%.
Rejeição e avaliação do governo
A rejeição a Lula em São Paulo é de 61%, enquanto a de Flávio chega a 55%. No levantamento anterior, divulgado em abril, a rejeição do senador era de 53%, contra 63% do petista. A aprovação do governo Lula no estado é de 36%, ante 58% de desaprovação. Para 48%, o trabalho da atual gestão é negativo; 26% o consideram positivo; 25% avaliam como regular.
Importância estratégica de São Paulo
São Paulo, que reúne cerca de um quinto do eleitorado nacional, deve ocupar papel central na campanha. A expectativa é que os candidatos intensifiquem agendas na capital e no interior nos próximos meses, em meio às negociações para consolidar palanques regionais.
Qual o melhor resultado para o Brasil? Para 25%, a vitória de Lula e do PT; 26% preferem a volta da família Bolsonaro ao governo; 20% desejam a vitória de um candidato fora da polarização; 21% preferem um candidato moderado; e 8% não sabem responder.



