O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou seu canal no YouTube nesta quinta-feira, 30, para criticar a apuração envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o pré-candidato à Presidência, falta estrutura à Polícia Federal para investigar o filho do chefe do Executivo. "Está faltando braço, faltando gente para esse pequeno grupo da Polícia Federal do Lula investigar o filho do presidente da República", afirmou. Ele também fez uma comparação: "Vocês já imaginavam se o filho do presidente Jair Bolsonaro fosse suspeito de receber dinheiro desviado de aposentados?"
A declaração ocorreu horas depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizar a abertura de inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência no governo federal atribuídas a Lulinha. Flávio, no entanto, não comentou diretamente a decisão de Mendonça.
Embate entre PF e STF
A autorização de Mendonça ocorre em meio a um novo atrito entre a Polícia Federal e o ministro. A investigação sobre Lulinha provocou novo embate entre a PF e o STF: a corporação vê interferência na condução do inquérito sobre fraudes em aposentadorias e busca reverter medidas impostas pelo ministro.
Além disso, Mendonça autorizou a PF a monitorar a localização do celular do senador Jaques Wagner (PT-BA). Segundo a decisão, os investigadores terão acesso a registros de antenas de telefonia e poderão fazer monitoramento em tempo real por dez dias.
Palanques estaduais
Na mesma transmissão, Flávio Bolsonaro afirmou que fará uma live na próxima quinta-feira, 6, para confirmar os palanques do PL nos Estados, incluindo os apoios de partidos aliados. O senador disse que a medida vai reduzir a confusão que há entre os eleitores.
Vídeo com inteligência artificial
O pré-candidato também minimizou a importância do vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro feito com inteligência artificial (IA) e exibido na convenção nacional do PL no último sábado, 25. Segundo Flávio, não há uma definição clara do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o tema.
"É óbvio que o presidente Bolsonaro não tinha a menor ideia de que ia passar um vídeo de IA na nossa convenção. E, obviamente, que estudamos a legislação que não tem absolutamente nada de errado", declarou. Ele argumentou que a resolução do TSE trata apenas sobre propaganda eleitoral, que ainda não começou oficialmente, e que não é possível controlar a tecnologia. "Como é que as plataformas vão proibir as centenas de milhares de conteúdos feitos com o IA todos os dias e filtrar o que pode e o que não pode? Isso é praticamente impossível", disse.
Flávio destacou que o vídeo deixava claro que se tratava de uma tecnologia. "Ele começa o vídeo dizendo: 'Esse aqui não sou eu. Estou preso por uma injustiça. Esse vídeo é feito com inteligência artificial'", contou.
Milícias e organizações criminosas
Por fim, Flávio Bolsonaro reafirmou que, se eleito presidente, classificará organizações criminosas e milícias como terroristas.



