O eleitorado indígena no Tocantins registrou um aumento de 27% para as Eleições Gerais de 2026, passando de 4.526 para 5.739 eleitores, segundo dados da Justiça Eleitoral. Já o eleitorado quilombola cresceu 88%, saltando de 2.562 para 4.827 pessoas aptas a votar. Atualmente, indígenas representam 0,49% e quilombolas 0,41% do total de 1,18 milhão de eleitores do estado.
Crescimento impulsionado por autodeclaração
O aumento expressivo está diretamente relacionado ao início da coleta de informações de autodeclaração étnica e racial, implementada pela Justiça Eleitoral em novembro de 2022, após as eleições daquele ano. O processo é voluntário e permite que eleitores atualizem seus dados cadastrais, contribuindo para um retrato mais fiel da diversidade do eleitorado. Apesar do avanço, a maior parte dos tocantinenses ainda não informou raça ou etnia: apenas 30% do eleitorado, equivalente a 352.831 pessoas, fizeram a autodeclaração até 2026. Esse índice, no entanto, supera o registrado em 2024, quando apenas 18% responderam ao levantamento.
Maiores contingentes por etnia
Entre os indígenas, as etnias com maior número de eleitores são: Krahô (1.511), Xerente (1.234), Apinajé (1.147), Karajá (715) e Javaé (665). Esses grupos concentram a maior parte do eleitorado indígena do estado, que soma 5.739 pessoas. Já entre os quilombolas, o crescimento de 88% reflete uma mobilização para o registro, mas a Justiça Eleitoral não detalhou a distribuição por comunidades.
Contexto e importância dos dados
Os números divulgados pela Justiça Eleitoral reforçam a importância da autodeclaração para políticas públicas e representatividade. Com o aumento do registro, indígenas e quilombolas ganham maior visibilidade no processo eleitoral, podendo influenciar a formulação de políticas afirmativas. A orientação das autoridades é para que eleitores que ainda não atualizaram seus dados procurem o cartório eleitoral mais próximo, especialmente antes do fechamento do cadastro para as eleições de 2026. O Tocantins, com sua rica diversidade étnica, segue como exemplo do crescimento gradual da participação desses grupos na democracia brasileira.



