O diretório regional do Partido Progressistas (PP) realizou neste domingo (2 de agosto) a convenção que homologou a candidatura da atual vice-governadora Celina Leão à reeleição no Distrito Federal. O ato, realizado em Brasília, também referendou a aliança com o MDB, do governador Ibaneis Rocha, e outras legendas da base governista. Por unanimidade, os delegados aprovaram a formação da chapa que pretende manter a gestão por mais um mandato.
Perfil da candidata
Celina Leão é a atual vice-governadora, eleita em 2022 na chapa com Ibaneis. Advogada e ex-deputada distrital, ela assumiu interinamente o Palácio do Buriti em janeiro de 2023, durante o afastamento do governador nos episódios de 8 de janeiro. O período interino ampliou sua exposição e consolidou sua posição como peça-chave da gestão. Na convenção, Celina discursou para lideranças partidárias, prefeitos da região do entorno e candidatos a cargos proporcionais, destacando a necessidade de união da base para a disputa.
Construção da aliança
A coligação que dá sustentação à candidatura é formada por partidos de centro e centro-direita, como Republicanos, Podemos e Solidariedade. O grupo define a eleição como um referendo sobre a administração atual. Na visão dos aliados, a continuidade garante a conclusão de obras e programas iniciados nos últimos anos.
Em 2022, a dobradinha Ibaneis-Celina venceu a eleição no primeiro turno com 50,28% dos votos válidos. O resultado é frequentemente citado como evidência da aprovação da gestão. Para o pleito deste ano, a expectativa da coordenação política é repetir o desempenho, embora com maior dificuldade em relação ao cenário nacional.
Temas prioritários
A campanha deve dar ênfase à segurança pública, transporte e infraestrutura, áreas historicamente apontadas como prioridade pelos eleitores do Distrito Federal. O governo vem destacando investimentos em viadutos, corredores de ônibus e iluminação pública, além de medidas na área da saúde.
O Distrito Federal possui mais de 2 milhões de eleitores aptos a votar. O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro de 2026, e a propaganda gratuita em rádio e TV começa na segunda quinzena de agosto, após o registro das candidaturas.
Próximos passos
A convenção aprovou resolução que autoriza a coligação a protocolar o registro da candidatura no Tribunal Regional Eleitoral do DF até o prazo final previsto no calendário. Também foram escolhidos os representantes para o comitê de campanha e para a gerência de finanças.
Além da chapa majoritária, a convenção definiu a estratégia proporcional, com a lista de candidatos a deputado federal e distrital. Com o fim das coligações proporcionais, cada partido precisa atingir o quociente eleitoral isoladamente, o que reforça a importância da verticalização das campanhas.
Cenário da disputa
A oposição ainda negocia uma candidatura unificada, o que, por ora, beneficia a chapa governista. No entanto, o grupo de situação monitora a possibilidade de uma surpresa, considerando o desgaste natural de um ciclo prolongado no poder.
No plano nacional, a disputa no DF é observada de perto pelo governo federal, já que a capital sedia os três Poderes. A aliança governista deve receber reforços de lideranças nacionais nas próximas semanas, em eventos de campanha.
A base aliada trata esta convenção como o início oficial da corrida eleitoral no DF. A partir de agora, a coligação concentra esforços na produção do plano de governo e na assinatura do registro, etapas obrigatórias para a validação das candidaturas.



