O escritor e político Augusto Cury anunciou a proposta de formar uma chapa presidencial com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para as eleições de 2026. A declaração foi feita durante evento em Belo Horizonte, onde Cury destacou a necessidade de uma aliança entre centro-direita para enfrentar o atual governo.
Proposta de aliança
Cury, conhecido por seus livros de autoajuda e por ter sido candidato a governador de São Paulo em 2022, afirmou que Zema reúne as condições para liderar uma candidatura competitiva. "Precisamos de uma chapa que una experiência administrativa e capacidade de comunicação", disse Cury em nota à imprensa. Zema, por sua vez, não se manifestou oficialmente sobre a proposta, mas assessores próximos afirmaram que o governador está aberto a diálogos e não descarta alianças.
Cenário eleitoral de 2026
Com a aproximação das eleições, diversas articulações políticas têm sido feitas. A proposta de Cury-Zema surge como uma alternativa para unir setores liberais e conservadores que hoje se encontram dispersos em várias pré-candidaturas. Pesquisas internas indicam que a dupla poderia capturar entre 15% e 20% das intenções de voto no primeiro cenário estimulado.
Reações do meio político
A proposta gerou reações mistas. O Partido Novo, ao qual Zema é filiado, sinalizou que avaliará a viabilidade de uma candidatura própria antes de decidir. Já o PSDB, que já teve Cury como filiado, criticou a ideia, classificando-a como "oportunista". Lideranças do PL e do União Brasil aguardam os próximos passos de Zema, que é um dos governadores mais bem avaliados do país.
Histórico de Cury e Zema
Augusto Cury, psiquiatra e escritor, tentou uma vaga ao governo paulista em 2022, obtendo cerca de 7% dos votos. Romeu Zema, empresário do setor moveleiro, foi reeleito em 2022 com ampla vantagem e é cotado para voos nacionais. A aproximação entre os dois começou em 2025, quando participaram de eventos sobre educação e gestão pública em Minas Gerais.
Impacto na disputa presidencial
Caso a chapa se concretize, ela pode reconfigurar o tabuleiro eleitoral, atraindo eleitores moderados e descontentes com a polarização entre Lula e Bolsonaro. Analistas apontam que a falta de um nome consolidado da terceira via abre espaço para iniciativas como essa. No entanto, a ausência de uma base partidária sólida ainda é um desafio para Cury e Zema.
Os próximos meses serão decisivos para saber se a proposta sairá do papel. Enquanto isso, Cury planeja uma agenda de viagens pelo Sudeste e Sul para angariar apoio de prefeitos e lideranças regionais.



