Zelensky demite chefe das Forças Armadas e nomeia Drapatyi
Zelensky demite chefe militar ucraniano e nomeia substituto

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demitiu o chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi, em meio a uma onda de protestos e divisões internas no Exército. A decisão foi anunciada em 21 de julho de 2026, com a nomeação de Mykhailo Drapatyi para substituir Syrskyi no comando militar. A troca ocorre após manifestações provocadas pela saída do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, e por divergências sobre a condução da guerra contra a Rússia.

Contexto da crise militar

As tensões no Exército ucraniano vinham crescendo nas últimas semanas. A demissão de Fedorov, que defendia uma estratégia inovadora com uso de drones, gerou protestos de setores militares e da sociedade civil. Syrskyi, que comandava as Forças Armadas desde 2024, enfrentava críticas por sua gestão da guerra, especialmente após reveses no front leste.

Segundo analistas, a decisão de Zelensky busca restaurar a unidade nacional em um momento crítico do conflito. A Rússia intensificou ataques em várias regiões, e a Ucrânia precisa de coesão interna para sustentar a defesa. A nomeação de Drapatyi, um general com experiência em operações especiais, é vista como uma tentativa de modernizar as táticas militares.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reações e próximos passos

O governo ucraniano não divulgou detalhes sobre os motivos exatos da demissão de Syrskyi. Em comunicado oficial, Zelensky afirmou que “a mudança no comando é necessária para fortalecer nossa capacidade de defesa e garantir a vitória”. Mykhailo Drapatyi, em suas primeiras declarações, prometeu “dar continuidade às reformas e adaptar as Forças Armadas às novas ameaças”.

Especialistas militares destacam que a troca pode ter impacto significativo na moral das tropas. Enquanto alguns setores apoiam a decisão, outros temem que a instabilidade no alto comando prejudique a coordenação das operações. A situação na linha de frente segue tensa, com combates intensos nas regiões de Donetsk e Zaporizhzhia.

A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos. Estados Unidos e União Europeia reiteraram apoio à Ucrânia, mas pedem que o país mantenha a estabilidade política e militar. A Rússia, por sua vez, explorou a crise para intensificar a propaganda, afirmando que a Ucrânia enfrenta “um colapso interno”.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar