Reino Unido proíbe apoio à Guarda Revolucionária do Irã
Reino Unido proíbe apoio à Guarda Revolucionária do Irã

Reino Unido proíbe apoio à Guarda Revolucionária do Irã

O governo do Reino Unido anunciou a proibição de qualquer forma de apoio à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), em resposta a uma série de ataques antissemitas atribuídos ao grupo. A medida reflete a crescente preocupação britânica com as atividades da IRGC no exterior, incluindo o uso de organizações criminosas e criminosos de menor escalão para realizar vigilância, sabotagem e outras operações em seu nome.

Contexto dos ataques antissemitas

Nos últimos meses, o Reino Unido registrou um aumento significativo de incidentes antissemitas, muitos dos quais foram vinculados a agentes ou simpatizantes da Guarda Revolucionária. As autoridades britânicas identificaram uma rede de indivíduos que estariam sendo recrutados ou coagidos a realizar ataques contra alvos judeus, tanto no Reino Unido quanto em outros países europeus.

Declarações oficiais

O ministro do Interior, James Cleverly, declarou: “Não toleraremos que a Guarda Revolucionária do Irã use solo britânico para promover sua agenda antissemita. Esta proibição envia uma mensagem clara de que qualquer forma de apoio a esse grupo terrorista será tratada com todo o rigor da lei.” A medida foi aprovada pelo Parlamento e entra em vigor imediatamente.

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Impacto da proibição

A proibição abrange não apenas o financiamento direto, mas também a arrecadação de fundos, o fornecimento de materiais ou equipamentos, e a prestação de assistência logística ou de inteligência. Organizações e indivíduos que violarem a lei poderão enfrentar penas de até 14 anos de prisão. O governo britânico também está trabalhando com aliados internacionais para coordenar ações contra a IRGC.

Reações e próximos passos

A comunidade judaica no Reino Unido saudou a decisão, embora alguns grupos de direitos humanos tenham expressado preocupação com possíveis impactos sobre a liberdade de expressão. O governo iraniano, por sua vez, condenou a medida, classificando-a como “interferência nos assuntos internos do Irã”. Especialistas em segurança apontam que a proibição pode dificultar as operações da IRGC no Ocidente, mas alertam que o grupo pode recorrer a métodos ainda mais clandestinos.

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