Militar de carreira é cotada para substituir Mucio na Defesa
Militar de carreira é cotada para vaga na Defesa

Militares de alta patente já começaram a articular nos bastidores a substituição do ministro da Defesa, José Mucio, caso ele deixe o cargo. O nome que ganhou força entre os quartéis é o de uma mulher, militar da reserva, que teria o perfil técnico e a confiança das Forças Armadas.

Quem é a cotada

A escolha recai sobre a general-de-brigada reformada Maria do Carmo, que serviu por mais de 30 anos no Exército e ocupou cargos de comando em áreas estratégicas. Ela é vista como uma figura capaz de dialogar tanto com o governo quanto com os militares da ativa, mantendo a estabilidade na pasta.

Segundo fontes ouvidas pelo blog, a oficial tem um histórico de atuação em operações de paz e na área de logística, o que a credencia para gerir os orçamentos e as demandas das três forças. "Ela é disciplinada, conhece a máquina e não tem envolvimento político-partidário", afirmou um oficial-general que pediu anonimato.

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Contexto da substituição

José Mucio está no cargo desde o início do governo Lula e, embora não tenha dado sinais públicos de que pretende sair, nos bastidores há quem especule que ele pode deixar a pasta para disputar um cargo eletivo ou por razões pessoais. A pressão por mudanças também vem de setores militares insatisfeitos com o ritmo de modernização das Forças Armadas.

O nome de uma mulher para a Defesa seria inédito na história do Brasil e visto como uma forma de oxigenar a imagem do ministério, que enfrenta desafios orçamentários e de relacionamento com o Congresso. "A presença feminina em um cargo de alta relevância traria um novo olhar para a gestão de pessoal e para a política de defesa", comentou um analista político ouvido pelo blog.

Reações e desafios

A possível indicação já gera reações divididas. Enquanto parte dos militares aprova o perfil técnico, há resistência de grupos mais conservadores que preferem um nome masculino da ativa. No entanto, a cotada tem o apoio de importantes comandantes, que veem nela a capacidade de manter a hierarquia e a disciplina.

O Palácio do Planalto, por sua vez, monitora o movimento com cautela. A avaliação interna é que a troca só deve ocorrer se houver consenso entre as Forças Armadas e se a substituta tiver trânsito no Congresso para aprovar projetos de interesse da pasta. "Não há pressa, mas o nome está na mesa", resumiu um assessor presidencial.

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