John Bolton se declara culpado por uso indevido de documentos confidenciais
John Bolton culpado por documentos confidenciais

John Bolton, ex-conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos e um dos principais falcões da Guerra ao Terror no início do século XXI, declarou-se culpado nesta quarta-feira por uso indevido de documentos confidenciais. O crime pode resultar em uma pena de até cinco anos de prisão. Bolton, que se tornou um crítico ferrenho do ex-presidente Donald Trump, foi multado em US$ 2,25 milhões e perdeu o direito à pensão pública.

Detalhes do caso

A investigação teve início em 2020, quando Bolton utilizou informações sigilosas para escrever um livro sobre seu período na Casa Branca, intitulado "The Room Where It Happened". Embora o livro tenha sido publicado, as autoridades alegam que Bolton reteve documentos classificados para uso próprio, mesmo sem divulgá-los integralmente. Segundo a acusação, ele violou leis de proteção de informações governamentais ao não devolver os materiais após deixar o cargo.

A defesa de Bolton argumentou que ele assumiu a responsabilidade para evitar a exposição de mais dados sigilosos durante o julgamento. "O senhor Bolton reconhece seu erro e aceita as consequências para proteger a segurança nacional", afirmou seu advogado, Timothy Parlatore, em comunicado.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impacto político

Bolton, que serviu como conselheiro de Segurança Nacional entre 2018 e 2019, é conhecido por suas posições agressivas em política externa, especialmente em relação ao Irã e à Coreia do Norte. Sua declaração de culpa ocorre em um momento em que Trump enfrenta suas próprias batalhas legais relacionadas ao manuseio de documentos confidenciais. A sentença de Bolton deve ser proferida nas próximas semanas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar