Um relatório exclusivo da Controladoria Geral do Estado e do Gabinete de Segurança Institucional do Rio de Janeiro revelou que a Secretaria de Trabalho e Renda tinha 80% dos cargos de confiança ocupados por funcionários fantasmas. O documento foi obtido com exclusividade pelo RJ2.
Fantasmas em várias secretarias
Várias outras secretarias também possuem equipes com pelo menos 50% de servidores que não batem ponto em suas pastas, de acordo com o documento. A auditoria da atual gestão afirmou que, para cada pessoa trabalhando, três não apareciam para bater o ponto na Secretaria de Trabalho, na Secretaria de Esporte e Lazer e na Secretaria de Turismo.
O caso repete outros que já aconteceram na Secretaria de Trabalho, como os da equipe do ex-secretário Patrique Welber em 2022. A taxa de faltas em outras quatro pastas (Agricultura, Ciência e Tecnologia, Assistência Social e Casa Civil) também passava de 50%. Nas secretarias de Saúde e Desenvolvimento Social, quatro a cada dez funcionários não batiam ponto.
Auditoria em andamento
Até agora, só 20 de 78 órgãos foram auditados. Os fantasmas custavam R$ 16,7 milhões por mês, segundo o relatório.
O Governo do Estado do Rio anunciou na quinta-feira (25) que chegou à marca de mais de 4 mil comissionados exonerados desde março de 2026, quando o desembargador Ricardo Couto assumiu o Governo do Estado. O número pode chegar a 6 mil até o final do ano.
Economia esperada
Segundo nota do governo, continuam sendo realizadas auditorias nas secretarias estaduais e nas entidades da administração indireta, incluindo empresas estatais dependentes e não dependentes. Novas exonerações ainda podem acontecer até o final deste ano.
Com as exonerações de comissionados, o Governo do Rio espera economizar mais de R$ 230 milhões até o final do ano. Em maio, o número chegou a 2,7 mil comissionados exonerados, com 20 mudanças no primeiro escalão do governo.
Contexto político
Presidente do Tribunal de Justiça do Rio, o desembargador assumiu o comando do Palácio Guanabara até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida se o estado terá uma eleição indireta para escolher um governador-tampão no lugar de Cláudio Castro (PL). O julgamento no STF está suspenso desde 9 de abril de 2026, após pedido de vista do ministro Flávio Dino.



