Após assistir ao vídeo de mais de 26 minutos, em duas partes, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, uma pergunta se apresenta: por que agora? Por que escancarar uma briga de dezembro do ano passado neste momento, a menos de quatro meses da eleição?
Pressão do partido e aliados
Ouvindo integrantes do PL e pessoas próximas a Michelle, a resposta está na pressão crescente do partido e de aliados de Flávio para que ela se engaje na campanha para tentar reverter perdas na intenção de votos entre evangélicos e mulheres. A pressão desceu em especial depois da última pesquisa Quaest, no início de junho, que mostrou abalo de Flávio entre os dois públicos depois da revelação dos encontros de Flávio e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no que ficou conhecido como escândalo Dark Horse.
Michelle relata humilhação
No grupo evangélico, Michelle tem sido pressionada a entrar em campo. Essa possibilidade foi reduzida a zero depois das duas publicações da ex-primeira-dama. Ela relata ter sido "humilhada" por Flávio, que teria dito para ela, após o caso do Ceará, que ela "havia chegado há pouco tempo" e "não entendia de política".
"Perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar com o relacionamento", disse ela. Além disso, Michelle é, entre os Bolsonaros, o melhor contato com o ministro André Mendonça, do STF, relator do caso Master.



