Presidente do BRB admite desconhecer detalhes de visitas de Vorcaro
Presidente do BRB desconhece visitas de Vorcaro

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, declarou nesta terça-feira (9) que não tem conhecimento sobre o número de vezes que o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, visitou a instituição. “Não, não tenho realmente esses detalhes”, afirmou durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, convocada para esclarecer as operações entre o BRB e o Banco Master.

Participação acionária de Vorcaro no BRB

Indagado sobre a fatia que Vorcaro deteria no BRB, Souza respondeu: “No trabalho que foi feito, inclusive, pela atual administração, nós conseguimos um arresto de 23,5% das ações que estavam em poder, não digo do Vorcaro, mas do grupo”.

Compra de créditos podres

Estima-se que o BRB tenha adquirido pelo menos R$ 12 bilhões em créditos podres do Banco Master. O Distrito Federal, controlador do BRB, precisará realizar um aporte financeiro na instituição para cobrir o prejuízo. O banco estatal, no entanto, ainda não divulgou o balanço financeiro de 2025, que deveria ter sido publicado no fim de março.

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Empréstimo para enquadramento

Na audiência, Souza também afirmou que o esperado empréstimo ajudará o banco público a se enquadrar nos índices necessários para continuar operando, após as transações com o Banco Master. “(Esse empréstimo) vai enquadrar em todos os índices que nós precisamos para operar, que é de R$ 6,6 bilhões, mais R$ 2,2 bilhões, totalizando R$ 8,8 bilhões de aportes de capital do controlador no BRB”, declarou.

Importância dos bancos públicos

Souza destacou que os bancos públicos são essenciais para regiões mais afastadas do Brasil, inclusive na operação de programas sociais. “Bancos privados têm um papel fundamental dentro do Sistema Financeiro Brasileiro. Mas os públicos também têm (…) São 33 programas sociais no GDF (Governo do Distrito Federal)”, disse. A declaração foi em resposta ao senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), que argumentou que o Estado não deveria ter bancos, por ser uma atividade que deveria ser exercida pela iniciativa privada.

Projeto de lei para resgate

Na semana passada, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), enviou à Câmara Legislativa o projeto de lei que autoriza o DF a contrair um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para resgatar o BRB, que enfrenta problemas de liquidez e patrimoniais devido à sua relação com o Banco Master.

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