Pré-candidata do PL exibe hematomas e nega agressão a entregador
Pré-candidata do PL exibe hematomas e nega agressão

A pré-candidata do Partido Liberal (PL) em Contagem, Minas Gerais, Renata Vieira, que também atua como pastora, foi filmada agredindo um entregador de móveis. O incidente ocorreu na última semana e gerou grande repercussão nas redes sociais. Em sua defesa, Vieira alega que a briga começou após ser identificada como bolsonarista, versão contestada pelo profissional. A Polícia Civil investiga o caso.

Versão da pré-candidata

Renata Vieira publicou em seu perfil no Instagram imagens mostrando hematomas em seu corpo, resultado, segundo ela, da agressão sofrida. Ela afirma que o entregador a atacou fisicamente após uma discussão política. “Ele me agrediu porque sou bolsonarista. As câmeras de segurança foram ocultadas para não mostrar a verdade”, declarou a pastora, que nega ter sido a agressora. Vieira também sugeriu que o entregador teria sido influenciado por “esquerdistas” para cometer o ato.

Versão do entregador

O entregador, que não teve o nome divulgado, contesta a versão de Renata. Segundo ele, foi a pré-candidata quem iniciou a agressão, após uma discussão trivial relacionada à entrega de um móvel. Imagens de câmeras de segurança mostram Renata desferindo golpes contra o trabalhador, que tentava se defender. O profissional registrou boletim de ocorrência e prestou depoimento à polícia.

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Investigação policial

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para apurar os fatos. Em nota, a corporação informou que já ouviu as partes envolvidas e analisa as imagens captadas por câmeras de segurança do local. “As investigações estão em andamento para esclarecer a dinâmica dos fatos e a eventual responsabilidade de cada envolvido”, diz o comunicado. O caso é tratado como lesão corporal.

Repercussão política

O incidente ocorre em meio à campanha eleitoral municipal. Renata Vieira é pré-candidata a vereadora pelo PL em Contagem, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte. O partido ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. Nas redes sociais, a divulgação do vídeo gerou reações divididas: apoiadores da pastora defendem sua versão, enquanto críticos apontam contradições. Especialistas em direito eleitoral alertam que a situação pode impactar a candidatura, caso fique comprovada a agressão por parte da pré-candidata.

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