PGR recusa delação de ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa
PGR recusa delação de ex-presidente do BRB

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recusou o acordo de delação premiada com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. A informação foi revelada pelo jornal "Folha de S. Paulo" e confirmada pela TV Globo nesta quinta-feira (25).

Decisão da PGR

Na decisão, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que "não há, ainda, sinalização mínima do potencial de ressarcimento da pretendida colaboração, que a diferencie dos resultados já alcançados pelas autoridades cíveis e criminais engajadas na busca patrimonial".

Investigação e prisão

Paulo Henrique Costa está preso desde 16 de abril, detido durante a quarta fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF). O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro. De acordo com investigadores, Costa teria recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Master, em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco. Dois desses empreendimentos estão localizados na capital federal.

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Defesa queria avançar em delação

No início da semana, a defesa de Paulo Henrique Costa pediu a revogação da prisão preventiva e indicou que queria avançar no acordo de delação. Os advogados cobravam que a PGR se manifestasse sobre a possibilidade de firmar um acordo de confidencialidade — considerado o primeiro passo para uma eventual delação premiada.

O acordo de confidencialidade é um compromisso preliminar em que o investigado se obriga a manter sigilo total sobre as negociações e informações compartilhadas antes de formalizar o acordo de delação.

No documento enviado ao STF, a defesa afirma que houve uma reunião formal com autoridades em 28 de maio de 2026, mas, segundo os advogados, não houve retorno ou respostas desde então. "Realizada reunião formal com as autoridades […] há mais de duas semanas, não obteve qualquer resposta da Procuradoria", diz trecho do pedido.

Os advogados também questionam a condução das investigações, afirmando que o ex-presidente do BRB não foi interrogado desde a primeira decisão cautelar, em novembro de 2025, há cerca de sete meses. "O requerente […] nunca foi interrogado pelas autoridades. Houve, tão-somente, uma turbulenta acareação, que não foi precedida de interrogatório", argumenta a defesa.

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