PF recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo
PF quer demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono

PF conclui que Eduardo Bolsonaro abandonou cargo de escrivão

A Polícia Federal emitiu um parecer recomendando a demissão do deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da corporação, sob a acusação de abandono de função. A recomendação foi formalizada após investigação que apontou que o parlamentar se mudou para os Estados Unidos em 2024 e não retornou ao Brasil para exercer suas atividades no órgão, configurando abandono de cargo público.

Mudança para os EUA sob alegação de perseguição política

Eduardo Bolsonaro deixou o país em abril de 2024, alegando perseguição política e ameaças à sua segurança. Desde então, permanece nos Estados Unidos, onde tem residido e atuado politicamente. A PF, no entanto, considerou que a ausência prolongada e sem justificativa formal configura abandono de função, previsto no Estatuto dos Servidores Públicos Federais. O caso foi encaminhado ao Ministério da Justiça para decisão final.

Decisão final cabe ao ministro Wellington Lima e Silva

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, é a autoridade competente para decidir sobre a demissão de Eduardo Bolsonaro. Até o momento, o ministro não se manifestou publicamente sobre o caso. A recomendação da PF não é vinculante, mas costuma ter peso significativo em processos disciplinares.

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Eduardo Bolsonaro já condenado pelo STF

Além do processo administrativo na PF, Eduardo Bolsonaro enfrenta condenações judiciais. O Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou por coação e tentativa de obstrução da Justiça, impondo pena de prisão e inelegibilidade. A condenação decorre de ações do parlamentar durante investigações sobre supostos ataques ao sistema eleitoral. A defesa de Eduardo Bolsonaro afirma que todas as acusações são infundadas e de cunho político.

Impacto político e repercussão

A recomendação de demissão ocorre em meio a um cenário de forte polarização política. Eduardo Bolsonaro é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e figura de destaque na oposição ao governo atual. Aliados do parlamentar classificam a medida como perseguição política, enquanto apoiadores do governo defendem a aplicação da lei. A decisão final sobre a demissão poderá gerar novos desdobramentos no cenário político brasileiro.

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