O pai de Victor Bruno da Silva, de 19 anos, preso nesta sexta-feira (10) por estuprar e tentar matar Maria Daniela Ferreira, de 18, é investigado pela Polícia Civil por suspeita de chefiar uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 300 milhões em quatro anos. José Vieira é apontado como responsável pelo esquema, que também envolve lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e fraudes.
Prisão de Victor Bruno
Victor Bruno é acusado de estuprar, espancar e tentar matar Maria Daniela Ferreira após uma confraternização escolar em dezembro de 2024, em Coité do Noia, no Agreste de Alagoas. A vítima ficou cinco dias em coma e sofreu sequelas neurológicas, cognitivas e psiquiátricas. A operação contra o esquema financeiro foi decisiva para localizar Victor, que estava foragido. "A família, percebendo que o cerco estava completamente fechado, decidiu colaborar e dizer onde ele estava sendo escondido", afirmou o delegado Igor Diego.
Investigação da Dracco
A Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) investiga o caso há sete meses. Na sexta-feira, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis de familiares e empresas ligadas ao grupo, como lojas de carros e motocicletas. Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 90 mil em dinheiro, dois veículos, celulares, computadores e documentos financeiros. O delegado Igor Diego afirmou que todo o material será analisado para identificar a possível participação de outros familiares nos crimes financeiros.
Detalhes do crime
Segundo a investigação, Maria Daniela foi levada para uma chácara da família do acusado, onde teria sido dopada, estuprada e agredida. Horas depois, deu entrada em uma unidade de saúde com traumatismo craniano grave e sinais de violência sexual. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram o estupro com uso de força física e a presença de substâncias psicoativas no organismo da vítima. Ela ficou cinco dias em coma e 19 dias internada, e desde então convive com sequelas neurológicas, cognitivas e psiquiátricas.
Defesa de José Vieira
Em nota, a defesa de José Vieira afirmou que recebeu a investigação com serenidade, disse confiar na Justiça e informou que ainda não teve acesso integral aos autos. Os advogados ressaltaram que a investigação não significa condenação e que as informações divulgadas representam uma versão preliminar, que será contestada com documentos e esclarecimentos no processo.



