O ex-secretário de Cultura Mario Frias reagiu com duras críticas à operação policial realizada contra a produtora responsável pelo filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em declaração pública, Frias classificou a ação como uma perseguição política e um atentado contra a liberdade de expressão.
Detalhes da operação
A operação, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da produtora Brasil Paralelo, localizada em Porto Alegre. A empresa é conhecida por produzir documentários com viés conservador, incluindo o filme que aborda a trajetória política de Bolsonaro.
Reação de Mario Frias
Mario Frias, que foi secretário especial da Cultura no governo Bolsonaro, utilizou suas redes sociais para expressar indignação. Ele afirmou que a operação representa um abuso de poder e uma tentativa de silenciar vozes divergentes. Segundo Frias, a produtora sempre atuou dentro da legalidade e tem o direito de produzir conteúdo crítico ao atual governo.
O ex-secretário também convocou apoiadores a se mobilizarem em defesa da liberdade de imprensa e contra o que chamou de instrumentalização do Estado para fins políticos. Ele prometeu acompanhar de perto o desenrolar do caso e buscar apoio jurídico para a produtora.
Contexto político
A ação policial ocorre em meio a um clima de tensão entre o governo Lula e setores conservadores da sociedade. A produtora Brasil Paralelo tem sido alvo frequente de críticas por parte de integrantes do atual governo, que a acusam de disseminar desinformação. Por outro lado, defensores da empresa argumentam que ela exerce seu direito de liberdade de expressão.
O filme sobre Bolsonaro, ainda em produção, promete ser um dos mais polêmicos do ano, com previsão de lançamento para o segundo semestre. A operação desta quinta-feira pode atrasar o cronograma, mas a produtora afirmou que continuará trabalhando normalmente.
Posicionamento da produtora
Em nota oficial, a Brasil Paralelo classificou a operação como arbitrária e desproporcional. A empresa afirmou que todos os seus documentos estão em ordem e que colaborará com as investigações. No entanto, ressaltou que não deixará de produzir conteúdo crítico e independente.
A nota ainda destaca que a produtora já havia sido alvo de outras ações judiciais movidas por adversários políticos, mas que todas foram arquivadas por falta de provas. A Brasil Paralelo promete usar todos os recursos legais para garantir seu direito de funcionar.
Repercussão
A operação gerou rápida repercussão nas redes sociais. Apoiadores de Bolsonaro e figuras da direita manifestaram solidariedade à produtora e criticaram o governo Lula. Já aliados do governo defenderam a ação da Polícia Federal, alegando que ela faz parte de investigações legítimas sobre possíveis irregularidades financeiras.
Até o momento, a Polícia Federal não se pronunciou oficialmente sobre os detalhes da investigação. O caso promete se arrastar nos tribunais, com possíveis desdobramentos políticos nos próximos meses.



