Lindbergh chama Flávio Bolsonaro de traidor da pátria por tarifaço dos EUA
Lindbergh chama Flávio Bolsonaro de traidor por tarifas

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou duramente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por sua atuação em relação às possíveis tarifas que os Estados Unidos podem impor a produtos brasileiros. Em vídeo publicado na rede social X, Lindbergh afirmou que Flávio e seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está foragido nos Estados Unidos, seriam “traidores da pátria” que teriam contribuído para a criação de um tarifaço contra o Brasil.

Acusações de traição

“Flávio Bolsonaro é traidor da pátria e não alguém que está nos EUA para proteger o Brasil. A Família Bolsonaro construiu o tarifaço contra o nosso país. Não adianta agora querer apagar ou reescrever a história”, frisou o deputado. “Eduardo Bolsonaro e Flávio agiram contra o nosso país para tentar livrar o Jair Bolsonaro da cadeia. Eles pagarão caro por isso. A resposta do povo brasileiro será nas urnas em outubro!”, concluiu.

Lindbergh também publicou um tuíte no qual reitera que Flávio foi aos EUA para atrapalhar as negociações sobre o tarifaço e que a família Bolsonaro lutou pelas tarifas para tentar intimidar o Brasil e impedir que Jair Bolsonaro fosse julgado e preso. “Agora, quer posar de quem é contra as tarifas. Só tem um jeito da gente se proteger…”, escreveu.

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Flávio nos EUA

Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos nesta terça-feira (7) para participar de uma audiência pública em Washington, promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A audiência discute a possibilidade de aplicação de tarifas adicionais de 25% impostas pelo governo do presidente Donald Trump ao Brasil. O senador tentará pedir a suspensão das taxas, ao menos temporariamente, em busca de uma solução conjunta com o governo norte-americano.

Aliados afirmam que Flávio concentrará sua apresentação na tentativa de responsabilizar o governo brasileiro pela crise comercial. Ele terá 10 minutos para defender o Brasil e argumentará que a sobretaxa de 25% fortaleceria o presidente Lula, prejudicaria empresas americanas e enfraqueceria a parceria entre os dois países.

Manifestação enviada ao USTR

A manifestação que servirá de base para a fala de Flávio foi enviada previamente ao USTR na quinta-feira (2). No documento, o senador afirma que “as tarifas propostas recompensariam exatamente os infratores que pretendem punir”. Para sustentar o argumento, a equipe de Flávio reuniu reportagens mostrando que a tarifa passou a ser explorada politicamente pelo governo e por veículos de imprensa.

Segundo o senador, a medida foi convertida em uma acusação de traição contra a oposição. Outro ponto da manifestação é a afirmação de que o governo brasileiro preferiu priorizar o confronto político em vez de buscar uma solução negociada, o que trouxe mais holofote para a situação. O texto também é estruturado em torno da defesa do Pix, um dos temas incluídos na investigação comercial que resultou no documento utilizado pelos Estados Unidos para justificar a imposição de tarifas. O argumento é de que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos é uma infraestrutura pública administrada pelo Banco Central e não uma empresa que concorra com plataformas americanas.

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