Jovem de 21 anos é morta em Lajeado; ex-companheiro é suspeito de feminicídio
Jovem morta em Lajeado; ex é suspeito de feminicídio

Mulher de 21 anos é morta a tiros em Lajeado; ex-companheiro é o principal suspeito

Denise Silva de Medeiros, de 21 anos, foi encontrada morta dentro de um apartamento no Centro de Lajeado, na Região dos Vales do Rio Grande do Sul. A Polícia Civil trata o caso como feminicídio e aponta o ex-companheiro da vítima como principal suspeito. A delegada Márcia Bernini, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), afirmou: “Não temos dúvidas da autoria. Se trata de um feminicídio”. O suspeito, cujo nome não foi divulgado, ainda não havia sido localizado pelas autoridades até a última atualização desta reportagem.

Relacionamento conturbado e mudança para fugir do ex

De acordo com a Polícia Civil, Denise e o suspeito mantiveram um relacionamento de cinco anos, que terminou há cerca de seis meses. A delegada Márcia Bernini descreveu a relação como “muito conturbada”, com o ex-companheiro exercendo controle sobre a vítima, segundo relatos de testemunhas. A jovem havia se mudado recentemente de Estrela para Lajeado, município vizinho, justamente para se distanciar do ex-namorado e evitar contato. A família confirmou que Denise enfrentava episódios frequentes de brigas com o suspeito.

Sem medida protetiva ou registros policiais recentes

Conforme a delegada, não havia medida protetiva ativa em favor de Denise nem registro policial recente envolvendo o ex-casal. A família foi informada do ocorrido e, ao chegar ao apartamento da vítima, já a encontrou sem vida. “A família recebeu a informação de que algo tinha acontecido com a vítima. A família procurou ajuda, compareceram no apartamento da vítima, tendo sido ela localizada já em óbito”, relatou a delegada.

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Marcas de disparos de arma de fogo e perícia em andamento

A delegada informou que havia marcas de disparos de arma de fogo no apartamento. O corpo de Denise foi encaminhado para perícia, que determinará a causa exata da morte. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, e, se confirmado, esta será a 42ª vítima desse tipo de crime no estado do Rio Grande do Sul apenas em 2025.

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