Janja rebate fama de gastadeira: 'misoginia pura'
Janja rebate críticas: 'misoginia pura'

A primeira-dama Janja Lula da Silva rebateu as críticas que a classificam como 'gastadeira' e afirmou que os ataques são motivados por 'misoginia pura'. Em entrevista ao programa 'Estúdio i', da GloboNews, nesta terça-feira (13), Janja disse que nunca foi chamada de gastadeira antes de seu marido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumir o terceiro mandato.

Janja nega excessos e aponta preconceito

Janja afirmou que as acusações de que ela gasta demais com roupas e viagens são infundadas e fazem parte de uma estratégia para desqualificá-la como primeira-dama. 'Eu nunca fui chamada de gastadeira na minha vida. Isso é misoginia pura', declarou. Ela destacou que, como esposa de Lula, sempre teve uma vida discreta e que as críticas surgiram apenas após a eleição de 2022.

Segundo a primeira-dama, as despesas com viagens internacionais e eventos oficiais são necessárias para representar o Brasil. 'Não estou passeando. Estou trabalhando, representando o país', disse. Janja também lembrou que, em governos anteriores, primeiras-damas não eram alvo de tamanho escrutínio.

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Críticas nas redes sociais e comparações

Nas redes sociais, Janja tem sido alvo de comparações com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que também enfrentou críticas por gastos. No entanto, Janja argumenta que o tratamento é diferente. 'Quando uma mulher gasta, é gastadeira; quando um homem gasta, é investimento', criticou.

Dados do Portal da Transparência mostram que os gastos da Presidência com viagens e diárias de Janja somaram R$ 1,2 milhão em 2023, valor inferior ao registrado por Michelle Bolsonaro em 2021, que foi de R$ 1,8 milhão. Apesar disso, Janja afirma que o foco nas despesas dela é desproporcional.

Apoio de Lula e continuidade do trabalho

Janja disse que conta com o apoio do presidente Lula para continuar seu trabalho social, especialmente na área de combate à fome e à pobreza menstrual. 'Vou continuar fazendo o que acredito, independentemente das críticas', afirmou.

A primeira-dama também mencionou que as acusações não a afetam pessoalmente, mas preocupam pelo impacto na imagem das mulheres na política. 'Isso desestimula outras mulheres a ocuparem espaços de poder', concluiu.

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