O governo brasileiro rejeitou a tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, alegando que o país norte-americano manipula um tema caro aos direitos humanos. A medida, que passa a valer hoje, atinge 99,4% das importações dos EUA provenientes do Brasil, conforme reportagem do InfoMoney.
Reação do governo brasileiro
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores classificou a tarifa como injustificada e desproporcional, afirmando que o Brasil cumpre rigorosamente as convenções internacionais de direitos humanos. "Não há base técnica para essa taxação. Os EUA estão usando um pretexto para impor barreiras comerciais", disse uma fonte do governo.
Impacto econômico
A tarifa de 12,5% foi anunciada no âmbito de uma investigação sobre trabalho forçado, mas o Brasil é signatário de acordos que combatem essa prática. Especialistas apontam que a medida pode afetar exportações brasileiras de aço, café e carne, setores que respondem por grande parte da pauta exportadora. O Ministério da Economia estima que o impacto pode chegar a US$ 3 bilhões em vendas perdidas.
Contexto internacional
A decisão dos EUA ocorre em meio a tensões comerciais globais. A China também restringiu exportações de produtos civis e militares para 14 entidades dos EUA, em retaliação a sanções anteriores. O governo brasileiro busca negociar com Washington uma solução diplomática, mas não descarta recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).



