O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou mais um episódio polêmico na sexta-feira passada, durante evento no Palácio do Planalto. Ao rebater a afirmação de que pobre não gosta de coisa boa, Lula mostrou o dedo do meio e disse: “Aqui para eles”. O gesto foi amplamente criticado por leitores que enviaram cartas ao Fórum dos Leitores do Estadão.
Reações dos leitores
Paulo Panossian, de São Carlos, classificou o comportamento como “indigno para um presidente da República do Brasil” e lembrou que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, também já havia proferido xingamentos contra o empresário Elon Musk em novembro de 2024. “Enquanto isso, a dívida pública explode, os juros sobem e a inadimplência bate recordes”, acrescentou.
José A. Muller, de Avaré, afirmou que Lula mostrou “mais uma vez o seu lado grotesco e desqualificado” e que “para agradar o eleitor, vale tudo, até mostrar o dedo do meio”.
Hipocrisia e contradições
Deri Lemos Maia, de Araçatuba, apontou a hipocrisia na declaração de Lula de que “nós gostamos de coisa boa” e que “queremos tudo de primeira”. Para Maia, o presidente tenta se identificar com a população mais pobre, mas “não passa de narrativas, vide as receitas obtidas pelo mandatário em suas palestras”. Ele concluiu que o gesto “não contribui para o debate democrático, pois representa um desrespeito à instituição que o presidente ocupa e à população brasileira”.
Outros temas nas cartas
Renata Rizkallah, de São Paulo, agradeceu a Fernando Gabeira por seu artigo sobre a segurança pública, afirmando que “a classe política eleita deveria estar à frente de uma limpeza geral”. Maurílio Polizello Junior, de Ribeirão Preto, elogiou a ação do Tesouro dos EUA contra operadores financeiros do PCC, dizendo que “o cidadão brasileiro que sofre na carne as atrocidades praticadas pelas facções criminosas apoia a ação americana”.
Gilberto Pereira Tiriba Santos escreveu sobre a participação de Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026, classificando a trajetória como “um dos capítulos mais lindos da história das Copas” e afirmando que “eles nos devolveram aquilo que o futebol moderno parecia ter esquecido: o amor puro pelo jogo”.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Vicente Limongi Netto, de Brasília, criticou o senador Flávio Bolsonaro por suas declarações “impulsivas e inacreditáveis”, especialmente a carta enviada a Donald Trump pedindo que adie as taxações para depois das eleições. “Oceânica, deplorável e cansativa patetice”, escreveu. José Carlos Saraiva da Costa, de Belo Horizonte, afirmou que Flávio é um “péssimo senador” que “nada faz em defesa do povo brasileiro”.
Representação política e endividamento
Luciana Lins, de Campinas, comentou a pesquisa que mostra que 68% dos eleitores não conseguem citar o nome de um único deputado federal. Ela destacou que “muitos parlamentares parecem mais preocupados com a própria sobrevivência política” e que “medidas emergenciais não substituem educação financeira nem políticas que incentivem responsabilidade fiscal”.
Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva, de Salvador, chamou Lula de “populista barato e inconsequente” e afirmou que seu “único projeto é se eternizar na cadeira presidencial”. Paulo Henrique Coimbra de Oliveira, do Rio de Janeiro, concluiu que “o foco na política é o roubo” e que as eleições são “bilhetes de loteria premiados”.
Venezuela e violência no Rio
Roberto Solano, do Rio de Janeiro, atribuiu o colapso de edifícios na Venezuela à corrupção e ao populismo de Maduro. Izabel Avallone, de São Paulo, comparou as tragédias na Venezuela e no Rio de Janeiro: “Na Venezuela, a natureza foi a responsável; no Rio, a tragédia é obra da violência e da incapacidade do Estado”.
Tecnologia no futebol
Mário Barilá Filho, de São Paulo, criticou o uso de tecnologia para aplicação da regra do impedimento, afirmando que “está arruinando a Copa do Mundo”. Mario Luiz Elia Junior, de Valinhos, descreveu a experiência de ver um gol anulado por análise de vídeo: “vi um gol nascer e depois deixar de ter nascido, e isso me pareceu estranho, como se o jogo tivesse deixado de confiar em si mesmo”.



