A Polícia Federal indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outras 47 pessoas por envolvimento em um esquema de fraudes que causou prejuízo estimado em R$ 500 milhões aos cofres públicos. As investigações apontam que o grupo atuava na concessão irregular de benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, entre 2019 e 2022.
Esquema envolvia servidores e despachantes
De acordo com a PF, o esquema contava com a participação de servidores do INSS, despachantes e intermediários que facilitavam a aprovação de benefícios fraudulentos. Eles utilizavam documentos falsos e dados inconsistentes para simular o cumprimento dos requisitos legais. O ex-presidente do órgão é acusado de omissão e conivência com as irregularidades, permitindo que o esquema operasse sem fiscalização adequada.
Prejuízo milionário e ações de ressarcimento
As fraudes resultaram em pagamentos indevidos que somam R$ 500 milhões. A PF já identificou bens e valores que podem ser bloqueados para ressarcimento. O Ministério Público Federal (MPF) também acompanha o caso e pode oferecer denúncia criminal. Os indiciados responderão por crimes como estelionato qualificado, associação criminosa e peculato.
Em nota, a defesa do ex-presidente do INSS afirmou que ele "confia na Justiça e provará sua inocência". A assessoria do INSS informou que colabora com as investigações e já implementou medidas para evitar novas fraudes.



