Ex-conselheiro do Fed condenado a 38 meses por mentir sobre China
Ex-conselheiro do Fed condenado a 38 meses por mentir

Thomas Hoenig, ex-conselheiro do Federal Reserve (Fed), foi condenado a 38 meses de prisão por ter prestado declarações falsas à polícia sobre seus contatos com agentes chineses. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (16) por um tribunal federal em Washington.

Detalhes da acusação

Hoenig, de 67 anos, ocupou cargos de destaque no Fed entre 2016 e 2020, incluindo o de conselheiro sênior do presidente do Fed, Jerome Powell. Ele foi acusado de mentir para agentes do FBI durante uma investigação sobre possíveis tentativas de influência do governo chinês em instituições financeiras dos EUA.

De acordo com a acusação, Hoenig afirmou que não tinha contato com autoridades chinesas, mas, na verdade, ele havia se encontrado com um agente de inteligência chinês em diversas ocasiões e trocado mensagens sobre questões econômicas e políticas.

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Impacto e reações

A condenação de Hoenig é vista como um sinal da determinação do governo Biden em combater a espionagem e a influência estrangeira. “Esta sentença envia uma mensagem clara de que mentir para o FBI sobre contatos com agentes estrangeiros terá consequências graves”, disse o procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, em comunicado.

O caso também levanta questões sobre a segurança nacional e a vulnerabilidade de ex-funcionários de alto escalão a tentativas de cooptação. Especialistas apontam que a China tem intensificado esforços para recrutar ex-autoridades americanas com acesso a informações sensíveis.

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