EUA devem encerrar investigação sobre trabalho forçado no Brasil
EUA encerram investigação sobre trabalho forçado no Brasil

Após a conclusão da investigação comercial sobre tarifas anunciada nesta terça-feira (dia 2), integrantes do governo brasileiro afirmam terem sido informados por autoridades americanas que os Estados Unidos vão anunciar, até esta quarta-feira, o fim das apurações sobre práticas comerciais desleais do Brasil relacionadas a falhas na adoção de medidas contra o trabalho forçado. Há possibilidades de que novas sanções sejam anunciadas.

Detalhes da investigação

As investigações foram iniciadas em março pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, assim como as apurações sobre as tarifas. Além do Brasil, outros 59 países são alvos do USTR nessa investigação. Entre eles, estão Argentina, União Europeia, China, Reino Unido e Japão. Os EUA alegam que essas nações supostamente utilizariam trabalho forçado na produção de itens vendidos ao exterior ou que importam esses produtos.

Contexto da decisão

A iniciativa foi anunciada depois de o governo Donald Trump ter sido derrotado na Suprema Corte, que considerou ilegais as tarifas globais que os EUA vinham aplicando nos seus parceiros comerciais desde abril de 2025. De acordo com um integrante do governo brasileiro que participa das negociações com autoridades americanas, o resultado da investigação sobre trabalho forçado deve ocorrer “entre hoje e amanhã”.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O governo brasileiro aguarda o anúncio oficial, que pode incluir novas medidas comerciais. As autoridades americanas ainda não se pronunciaram publicamente sobre o cronograma exato da decisão.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar