A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) decidiu remover conteúdos políticos e governamentais de suas plataformas, incluindo a TV Brasil e redes sociais, durante o período eleitoral. A medida, que vigora até o fim das eleições, visa evitar conflitos com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, a decisão gerou descontentamento entre funcionários, que ameaçam recorrer à Justiça, e críticas da Frente em Defesa da EBC.
Funcionários ameaçam ação judicial
De acordo com a coluna de Bernardo Mello Franco, funcionários da EBC consideram a remoção desnecessária e avaliam que a empresa está agindo com excesso de cautela. Eles argumentam que a retirada de conteúdos jornalísticos e institucionais prejudica o direito à informação da população. Representantes dos trabalhadores já sinalizaram que podem buscar a Justiça para reverter a decisão.
Críticas da Frente em Defesa da EBC
A Frente em Defesa da EBC, entidade que reúne profissionais e apoiadores da comunicação pública, criticou duramente a medida. Em nota, afirmou que a ação "prejudica o acesso a informações cruciais durante as eleições" e que a EBC deveria atuar de forma transparente, e não com censura prévia. A frente também destacou que a empresa pública tem a missão de informar a sociedade, e não de se omitir em períodos eleitorais.
Justificativa da empresa
Em comunicado oficial, a EBC justificou a decisão afirmando que a prioridade é evitar problemas com o TSE e garantir a neutralidade da comunicação pública durante o processo eleitoral. A empresa ressaltou que a medida é temporária e que os conteúdos serão restabelecidos após o pleito. No entanto, não detalhou quais critérios foram usados para selecionar os conteúdos removidos.



