Diretor da PF nega tratamento diferenciado a Lulinha em investigações
Diretor da PF nega tratamento diferenciado a Lulinha

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3) que a corporação conduz todas as investigações com os mesmos critérios técnicos, independentemente de quem seja o investigado. A declaração foi dada em resposta a questionamentos sobre o andamento de apurações de grande repercussão, entre elas a que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Defesa da imparcialidade

Rodrigues usou o caso para defender a atuação da instituição e rejeitou a tese de que pessoas ligadas ao governo recebam tratamento diferenciado. Segundo ele, medidas já adotadas no inquérito demonstram a autonomia da Polícia Federal.

“Você fala de uma pessoa que teve os sigilos quebrados, o que corrobora e ratifica o que eu estou dizendo sobre a isenção e imparcialidade da instituição, que não protege e que não persegue ninguém e que vai seguir a investigação até o seu final”, afirmou.

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Parâmetros legais e produção de provas

O diretor-geral disse que todas as apurações seguem os mesmos parâmetros legais e que a evolução de cada caso depende da produção de provas e das decisões das equipes responsáveis.

“O tratamento que se dá a todos os casos é um tratamento legal dentro da autonomia que a equipe da investigação tem, é dentro da responsabilidade funcional e dentro da busca de excelência de provas”, declarou.

Críticas sobre efetivo e calendário eleitoral

Rodrigues também respondeu às críticas de que investigações complexas estariam demorando por falta de efetivo ou por influência do calendário eleitoral. Segundo ele, é incorreto afirmar que a Polícia Federal deixa de priorizar determinados casos por razões políticas.

“É uma inverdade que a Polícia Federal não consegue concluir pela escassez de recursos humanos, com a sugestão de que isso está sendo direcionado e não priorizado pensando em processo eleitoral”, disse.

O diretor-geral classificou esse tipo de interpretação como “lamentável” e afirmou que os recursos da corporação são distribuídos conforme critérios técnicos.

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