O Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, sofreu um rebaixamento drástico pela agência de classificação de risco Fitch, passando de grau de investimento para risco de calote em menos de um ano. A nota foi reduzida de 'BB+' para 'CCC', e todos os ratings de longo prazo foram retirados, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira.
Falta de informações confiáveis motivou decisão
A Fitch justificou a medida pela ausência de informações financeiras confiáveis e atualizadas do banco. A agência destacou que não conseguiu obter dados suficientes para manter a classificação anterior, o que levou ao rebaixamento e à retirada dos ratings. A situação é agravada por uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes financeiras envolvendo a instituição.
Vulnerabilidade sem suporte externo
Em nota, a Fitch alertou que o Banco Digimais está vulnerável sem suporte externo, apontando para uma piora nos resultados futuros e disputas judiciais em andamento. A agência classificou a perspectiva como negativa, indicando que novos rebaixamentos podem ocorrer caso não haja melhora na transparência e na saúde financeira do banco.
O banco, que faz parte do conglomerado de Edir Macedo, já havia enfrentado dificuldades anteriormente, mas o rebaixamento atual é o mais severo desde que a Fitch começou a acompanhar a instituição. Procurado, o Banco Digimais não comentou a decisão.



