Ex-governador Castro usou casa de luxo de empresário com contratos milionários
Castro usou casa de luxo de empresário com contratos no RJ

Casa de luxo em Petrópolis usada por Cláudio Castro sem comprovação de aluguel

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, utilizou durante seu mandato uma casa de luxo em Petrópolis, imóvel registrado em nome de um condomínio, mas cujo real proprietário é um empresário que viu seus contratos com o governo estadual dispararem. A residência está avaliada em milhões de reais e foi usada por Castro como moradia oficial ou de lazer, segundo investigações.

Empresário multiplicou contratos com o governo do Rio

O empresário Luiz Fernando Gomes, dono da empresa que figura como proprietária do imóvel, teve um aumento expressivo nos contratos com o governo do Rio durante a gestão de Castro. Dados oficiais mostram que os contratos passaram de R$ 2 milhões em 2020 para mais de R$ 50 milhões em 2024, um crescimento de 2.400%. Gomes, no entanto, alega que vendeu a residência ainda durante a construção para um investidor não identificado, mas o imóvel permanece registrado em nome do condomínio, sem transferência de titularidade.

Castro afirma ter alugado, mas não apresenta contrato

O ex-governador declarou que tinha um contrato de locação para usar a casa, mas até o momento não apresentou o documento nem revelou a quem pagava o aluguel. “Eu aluguei o imóvel de forma regular, mas não tenho obrigação de divulgar detalhes privados”, disse Castro em nota. A falta de comprovação levanta suspeitas sobre a legalidade da ocupação.

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Investigações não focam no imóvel, mas em escândalos maiores

As autoridades que investigam o governo Castro afirmam que o imóvel em si não é o alvo principal das apurações, mas sim esquemas de corrupção envolvendo contratos públicos, propinas e desvios. A casa de Petrópolis aparece como um dos elementos que ligam o ex-governador a empresários que se beneficiaram de contratos superfaturados.

Repercussão política e jurídica

O caso gerou reações na Assembleia Legislativa do Rio, onde deputados de oposição pedem a abertura de uma CPI. O Ministério Público do Rio informou que analisa as informações para decidir se abre inquérito. Castro, por sua vez, nega irregularidades e afirma que sua conduta sempre foi transparente.

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