TRE-RJ cobra partidos sobre candidatos ligados ao crime
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Claudio de Mello Tavares, fez um apelo direto aos partidos políticos para que não registrem candidatos com vínculos comprovados com o tráfico de drogas ou milícias. Em reunião realizada nesta quarta-feira, Tavares afirmou que o tribunal atuará com rigor para impedir que essas candidaturas sejam validadas. "Não vai passar", declarou o magistrado, reforçando que o combate à influência do crime organizado nas eleições é uma prioridade absoluta da gestão.
Contexto de segurança pública 'caótica'
Durante o encontro, Tavares destacou que o Rio de Janeiro enfrenta uma situação "caótica" no campo da segurança pública, o que torna ainda mais necessário o cuidado com a filiação de candidatos. Segundo ele, a presença de integrantes de facções criminosas ou grupos paramilitares no processo eleitoral representa uma ameaça direta à democracia. "Não podemos permitir que o crime organizado se infiltre nas instituições", enfatizou.
Pacto de colaboração e reforço federal
O presidente do TRE-RJ anunciou ainda um pacto de colaboração com a Justiça Eleitoral e demais órgãos de segurança para monitorar e barrar candidaturas irregulares. Além disso, solicitou reforço federal para as eleições, com o objetivo de garantir locais seguros para a votação. A medida visa coibir a intimidação de eleitores e a interferência de grupos armados no pleito.
Tavares ressaltou que o tribunal dispõe de mecanismos de inteligência e cruzamento de dados para identificar possíveis ligações entre candidatos e o crime. "A tecnologia será nossa aliada para assegurar a lisura do processo", disse. A expectativa é que as medidas reduzam significativamente o número de candidaturas impugnadas por envolvimento com atividades ilícitas.



