Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) revelou que a gestão do governador Cláudio Castro esbanjou recursos públicos com combustível. O relatório aponta que o governo gastou R$ 1,3 milhão a mais do que o necessário devido a falhas na gestão de frota, contratos irregulares e falta de controle sobre abastecimento.
Falhas na gestão de frota geram desperdício
Segundo o TCE-RJ, a Secretaria de Estado de Administração não possuía um sistema eficiente para controlar o consumo de combustível. Veículos eram abastecidos sem critérios claros, e havia ausência de monitoramento do uso de cartões de abastecimento. A auditoria identificou que 30% dos gastos com combustível não puderam ser comprovados por registros de quilometragem ou justificativa de uso.
O relatório também aponta que contratos com fornecedores de combustível foram firmados sem licitação adequada, o que elevou os preços pagos pelo estado. Em alguns casos, o valor por litro pago pelo governo foi até 15% superior ao praticado no mercado.
Contratos irregulares e superfaturamento
A auditoria revelou que a Secretaria de Administração celebrou contratos emergenciais por mais de dois anos, sem a devida justificativa. Esses contratos somaram R$ 8 milhões, dos quais R$ 1,3 milhão é considerado desperdício. O TCE-RJ destacou que a falta de planejamento e a ausência de concorrência pública permitiram que fornecedores cobrassem preços abusivos.
“O estado deixou de economizar recursos que poderiam ser aplicados em saúde e educação”, afirmou o conselheiro do TCE-RJ, Marcelo Verdini, em entrevista ao jornal O Globo. “A gestão de Castro foi marcada pelo descontrole e pela falta de transparência.”
Impacto financeiro e próximos passos
O TCE-RJ determinou que o governo estadual adote medidas corretivas, como a implantação de um sistema de rastreamento veicular e a realização de licitações para contratos de combustível. O órgão também multou o secretário de Administração em R$ 50 mil por irregularidades. O governo do Rio informou que vai recorrer da decisão, mas não comentou o mérito da auditoria.
O caso é mais um exemplo de má gestão financeira no estado, que enfrenta crise fiscal. Especialistas apontam que o desperdício de R$ 1,3 milhão poderia ter sido evitado com controles básicos.



