Em meio a crises corporativas, cresce a pressão sobre todos os agentes envolvidos no sistema de governança das empresas. De acordo com o presidente do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), Sebastian Soares, a auditoria desempenha um papel crucial no fortalecimento da confiança dos diversos stakeholders. No entanto, ele ressalta que a atividade não é capaz de eliminar todos os riscos inerentes ao ambiente de negócios.
Papel da auditoria na governança
Soares explica que a auditoria independente atua como um pilar de transparência e credibilidade, fornecendo uma avaliação objetiva das demonstrações financeiras e dos controles internos. Isso ajuda investidores, credores e outros públicos a tomar decisões mais informadas. Contudo, o presidente do Ibracon alerta que a auditoria não substitui a responsabilidade da administração nem elimina riscos como fraudes ou erros não detectados.
Limitações e desafios
O executivo destaca que, mesmo com os mais rigorosos padrões de auditoria, sempre existem limitações inerentes ao processo. “A auditoria reduz a probabilidade de distorções relevantes, mas não oferece uma garantia absoluta”, afirma. Ele também menciona a importância de uma cultura ética e de controles internos robustos nas organizações.
Diante do cenário de maior escrutínio, Soares defende que as empresas invistam em governança sólida, com conselhos independentes e canais de denúncia eficazes. A auditoria, nesse contexto, é uma ferramenta indispensável, mas não a única responsável pela integridade corporativa.



