O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira, afirmou que a operação deflagrada nesta quarta-feira no Instituto Rio Metrópole (IRM) revela como organizações criminosas se infiltraram em estruturas do Estado, transformando órgãos públicos em 'antros de corrupção'. Seis pessoas foram presas, entre elas o presidente do IRM, em uma ação que investiga contratos suspeitos com o Instituto Bio.
Fraude em contratos
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), as investigações apontam que contratos firmados entre o IRM e o Instituto Bio eram fraudulentos. 'Há uma incompatibilidade flagrante entre os serviços prestados e os valores pagos', destacou o procurador-geral. A operação, batizada de 'Metrópole', cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Infiltração criminosa
Campos Moreira classificou a situação como 'grave' e afirmou que o esquema evidencia a atuação de organizações criminosas dentro de órgãos públicos. 'Não se trata de um caso isolado. O que vemos é a tomada de estruturas do Estado por grupos que se aproveitam do serviço público para desviar recursos', disse. O procurador-geral também mencionou que novas fases da operação não estão descartadas.
Presos e investigados
Entre os presos está o presidente do IRM, cujo nome não foi divulgado. Também foram detidos servidores públicos e empresários envolvidos na suposta fraude. O MPRJ informou que as investigações continuam e que outras pessoas podem ser indiciadas. A defesa dos presos ainda não se manifestou.
Impacto no serviço público
O caso levanta questionamentos sobre a fiscalização em órgãos públicos do Rio de Janeiro. 'É preciso que haja um controle mais rigoroso para evitar que essas organizações se instalem', afirmou Campos Moreira. A operação contou com o apoio da Polícia Civil e do Tribunal de Contas do Estado.



