60% discordam que mulheres votam mal, aponta pesquisa
60% discordam que mulheres votam mal, pesquisa

Uma declaração polêmica do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), gerou forte rejeição entre os brasileiros. Segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta terça-feira, 60% dos entrevistados discordam da afirmação de que "mulher vota mal, principalmente as solteiras". O levantamento ouviu 1.200 pessoas em todo o país entre os dias 5 e 7 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais.

Rejeição é quase unânime entre as mulheres

Entre as mulheres, a discordância é total: 0% concordam com a fala de Figueiredo. Já entre os homens, 24% disseram concordar com a declaração, enquanto 76% discordam. Os dados mostram uma clara divisão de gênero na percepção sobre a afirmação.

"A pesquisa revela que a opinião do blogueiro não encontra respaldo na sociedade brasileira, especialmente entre as mulheres, que são as principais afetadas pela declaração", afirmou o cientista político Antônio Lavareda, coordenador da pesquisa.

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Desgaste para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro

A polêmica representou mais um desgaste para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao governo do Rio de Janeiro. Figueiredo, que é próximo ao senador, fez a declaração durante uma transmissão ao vivo na última semana. Flávio tentou se desvincular da controvérsia, afirmando que não compartilha da opinião do blogueiro.

"Respeito o voto de todas as mulheres e não endosso qualquer afirmação que desmereça a capacidade de escolha de qualquer eleitor", disse Flávio em nota.

Contexto político

A declaração de Figueiredo ocorre em meio a esforços de Flávio para ampliar sua base de apoio entre o eleitorado feminino. Pesquisas recentes indicam que a rejeição ao senador entre as mulheres é superior à média geral. A fala do blogueiro pode dificultar ainda mais essa aproximação.

O levantamento Meio/Ideia também mostrou que 16% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar sobre a declaração. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01234/2026.

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