Economista aponta três canais de contaminação da economia brasileira pelo conflito no Oriente Médio
Três canais de contaminação da economia brasileira pelo conflito

A recente escalada do conflito no Oriente Médio, com o anúncio do fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, traz riscos à economia brasileira por meio de três canais principais, segundo o economista Sérgio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia e ex-chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto do Banco Central.

Primeiro canal: preços dos combustíveis

O primeiro canal é o dos combustíveis. Com a alta do petróleo no mercado internacional, os preços dos combustíveis no Brasil podem ser pressionados, impactando diretamente a inflação e os custos de transporte e produção.

Segundo canal: impacto fiscal e parafiscal

O segundo canal é o fiscal e parafiscal. A elevação dos preços dos combustíveis afeta as receitas de impostos e os subsídios concedidos pelo governo, podendo agravar o déficit fiscal.

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Terceiro canal: política monetária

O terceiro canal é a política monetária. A pressão inflacionária e a incerteza cambial dificultam o corte da taxa Selic, mantendo os juros elevados por mais tempo.

De acordo com Sérgio Goldenstein, o cenário depende da duração do choque no petróleo e das reações cambiais. “Se o choque for passageiro, os efeitos podem ser limitados. Mas se persistir, a economia brasileira pode sofrer consequências mais severas”, afirmou o economista.

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