Brasil avalia retaliação com royalties e patentes farmacêuticas
O governo brasileiro estuda retaliar os Estados Unidos no âmbito da guerra comercial com medidas que envolvem royalties e patentes farmacêuticas. A ação seria uma resposta ao tarifaço imposto pela administração Trump, que afeta produtos brasileiros. A informação foi divulgada por fontes do governo, que indicam que a estratégia pode incluir a suspensão temporária de patentes de medicamentos americanos, permitindo a produção de genéricos no Brasil sem pagamento de royalties.
Fiesp critica governo federal: 'Tarifaço poderia ter sido evitado'
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou duramente a postura do governo federal diante do tarifaço. Em nota, a entidade afirmou que o tarifaço "se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado". A Fiesp argumenta que a falta de diálogo e de uma estratégia comercial clara agravou a situação, prejudicando exportadores brasileiros.
JPMorgan vê impacto econômico limitado, mas efeito político relevante
O banco JPMorgan avaliou que o tarifaço americano tem impacto econômico limitado para o Brasil, mas destacou que o efeito político é mais importante. Segundo analistas, as tarifas afetam setores específicos, como o de café solúvel, que ficou isento das tarifas, garantindo exportações. No entanto, a incerteza gerada pode prejudicar investimentos e a confiança empresarial.
Trump restringe vistos de estudantes, intercambistas e jornalistas
Em meio à tensão comercial, o governo Trump anunciou novas restrições a vistos para estudantes, intercambistas e jornalistas brasileiros. A medida foi vista como mais um capítulo da escalada de tensões entre os dois países. Especialistas apontam que a restrição pode afetar o intercâmbio acadêmico e a cobertura jornalística, além de prejudicar a imagem dos EUA no Brasil.
Flávio e Zema atacam Lula, que culpa família Bolsonaro por tarifaço
No campo político, o tarifaço gerou troca de acusações. O senador Flávio Bolsonaro e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, atacaram o presidente Lula, que por sua vez culpou a família Bolsonaro pela ação dos EUA. Lula afirmou que a política externa do governo anterior teria contribuído para a postura agressiva de Trump. A discussão acirrou o debate político e expôs divisões sobre como lidar com a crise.
Governador de SC xinga indígenas e é alvo de representação na PGR
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, foi alvo de representação na Procuradoria-Geral da República após xingar indígenas durante um evento. A fala gerou repercussão negativa e levou entidades indígenas a pedirem investigação por racismo e discriminação. O governo estadual ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.



