Convenções partidárias entram na reta final e Congresso volta
Convenções partidárias entram na reta final e Congresso volta

Com menos de 72 horas para o encerramento do prazo das convenções partidárias, a política brasileira converge para dois movimentos: a oficialização das candidaturas para as eleições de outubro e o retorno do Congresso Nacional aos trabalhos legislativos após o recesso de julho.

O calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que as convenções devem ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. Este fim de semana, portanto, marca a reta final, com eventos concentrados em praticamente todos os estados. As legendas que ainda não fecharam seus acordos se esforçam para cumprir o prazo e evitar a realização de convenções duplas, que acabam judicializadas.

Legislativo em movimento

Na segunda-feira, 3 de agosto, deputados e senadores voltam às sessões presenciais. A pauta da primeira quinzena promete ser puxada por medidas provisórias que trancam as votações no Plenário, além da necessidade de apreciar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A LDO orienta a elaboração do Orçamento de 2027 e o atraso em sua votação gera insegurança nos planejamentos financeiros dos órgãos públicos.

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As medidas provisórias têm vigência de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e precisam ser votadas em até 45 dias para evitar o bloqueio total da pauta. Com isso, os líderes partidários terão de administrar um cronograma apertado de votações em ano eleitoral, quando as ausências em plenário tendem a aumentar por causa dos compromissos de campanha.

Além disso, a volta dos trabalhos é marcada pela negociação de espaços nas comissões e pela destinação de emendas parlamentares. Governistas intensificam o diálogo para aprovar matérias estratégicas, enquanto a oposição busca usar o recesso para reorganizar bancadas e preparar discursos com base no desgaste do governo.

Convenções partidárias na reta final

As convenções são a etapa em que os partidos escolhem candidatos aos Executivos e Legislativos. Para presidente, as principais siglas devem homologar as pré-candidaturas já apresentadas ao longo do ano. Nas disputas estaduais, porém, há casos de indefinição até agora, especialmente nos estados onde a aliança nacional interfere diretamente nas chapas locais.

O prazo para o requerimento do registro de candidaturas vai até 15 de agosto, dez dias após o fim das convenções. A partir de 16 de agosto, tem início a propaganda eleitoral, incluindo inserções no rádio e na televisão, além de atos públicos. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.

Neste fim de semana, ocorrem as convenções das principais siglas em várias capitais. Enquanto alguns já têm nomes definidos, outros dependem de acordos de última hora para compor a chapa majoritária. A tendência é de movimentação intensa nos diretórios nacionais até a madrugada de quarta-feira.

Impacto na gestão e esforço de quórum

O retorno do Legislativo em ano eleitoral cria incertezas para o Executivo. O governo depende do Congresso para aprovar ajustes fiscais e mudanças regulatórias, mas os parlamentares tendem a priorizar a eleição. A base aliada busca transformar o apoio ao governo em capital para repassar às campanhas regionais.

Os líderes partidários articulam sessões em horários alternativos e tentam concentrar as votações nos primeiros dias da semana, para liberar os deputados e senadores para as convenções e eventos de campanha. As sessões conjuntas, que reúnem Câmara e Senado, podem ser convocadas para votar vetos presidenciais e projetos de lei orçamentária.

O cenário é típico de ano eleitoral, mas o grau de polarização e o volume de decisões econômicas tornam a janela particularmente sensível. Os próximos dias serão decisivos para destravar a agenda econômica e para o desenho final das principais candidaturas, definindo o equilíbrio de forças no palco político de 2026.

Próximos passos do calendário

Após o dia 5 de agosto, os partidos terão até 15 de agosto para apresentar os registros de candidatura. O período entre os dois prazos é usado para correções de documentação e impugnações. Em seguida, no dia 16, começa a propaganda eleitoral gratuita e a partir daí a disputa estará oficialmente em campo, com a campanha tomando conta das ruas e das telas.

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No Congresso, a expectativa é que as sessões sejam plenas nas duas primeiras semanas, antes que os parlamentares entrem nas convenções de suas bases. Depois, o ritmo tende a reduzir, mas permanece ativo até o fim de setembro, quando se inicia o período de silêncio eleitoral. Com isso, a agenda política de agosto começa e termina em alta tensão.