Quarto suspeito é preso por roubo e ameaças a vereador em Assis
Quarto suspeito preso por ameaças a vereador em Assis

A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (27) o quarto suspeito de envolvimento no roubo e nas ameaças de morte contra o vereador Fernando Sirchia (PDT), em Assis (SP). A detenção ocorreu durante a quarta fase da Operação Veritas Vincit, que investiga o caso desde março deste ano. Além da prisão temporária, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. O homem, de 31 anos, foi encaminhado a uma unidade prisional da região, cuja localização não foi divulgada, e permanece à disposição da Justiça.

Investigacão avança com foco em planejamento e ocultação de provas

De acordo com a Polícia Civil, as investigações evoluíram para apurar não apenas o autor material do roubo, mas também a possível participação de outras pessoas no planejamento, no apoio logístico e na tentativa de ocultar provas. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica realizaram vistoria no Centro de Controle Operacional (CCO), vinculado à Secretaria de Governo e Administração de Assis, com o objetivo de verificar a integridade do sistema de videomonitoramento e esclarecer inconsistências em imagens utilizadas durante a investigação. Quatro celulares foram apreendidos para perícia.

Quatro presos até o momento, incluindo ex-secretário municipal

Ao todo, quatro pessoas já foram presas por envolvimento no caso. Entre elas está Leandro Gabrigna, ex-secretário de Planejamento, Obras e Serviços, exonerado pela prefeitura logo após a prisão. Também tiveram a prisão decretada pela Justiça os servidores de carreira Matheus Henrique da Cunha Felício e Wagner Fernando Eugênio Binati, que foram desligados dos cargos de chefia que ocupavam na Prefeitura de Assis em virtude das investigações.

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Roubo e ameaças ligados à CPI dos Combustíveis

Fernando Sirchia foi rendido por um homem armado dentro de sua própria casa em 23 de março. Durante a ação, o criminoso afirmou que havia recebido ordem para matar o vereador e sua esposa, dizendo que Sirchia deveria “ficar de boca fechada” e “parar de ser X9 (delator)”, conforme relatou o parlamentar dias depois na tribuna da Câmara Municipal. Em entrevista à TV TEM, Sirchia relacionou as ameaças aos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para investigar supostas irregularidades no abastecimento da frota da prefeitura, da qual ele é presidente.

“A CPI descobriu um esquema através do sistema de abastecimento. Muitos dos abastecimentos que estavam no papel não aconteceram. Acontecia apenas a troca do recurso da prefeitura por dinheiro para os operadores”, afirmou Sirchia à TV TEM. Segundo ele, foram encontradas situações incompatíveis com os registros, como veículos em manutenção em outra cidade aparecendo como abastecidos em Assis, e uso de senhas de motoristas que estavam de férias ou trabalhando em outros locais.

Esquema pode ser antigo e envolver gestões anteriores

O vereador afirmou ainda que os levantamentos indicam que as supostas irregularidades podem ocorrer há mais tempo e que pessoas investigadas administrativamente em gestões anteriores passaram a ocupar cargos de comando no sistema de abastecimento na atual gestão. “Aprofundando, percebemos que o esquema não é de hoje. Quem respondia a processo administrativo se tornou gestor desse esquema do combustível na atual gestão municipal. O esquema tomou outras proporções e foi necessário abrir a CPI para a gente apurar”, declarou.

A Polícia Civil mantém a principal linha de investigação de que pessoas do alto escalão da administração municipal possam ter participação no crime, tratado pelos investigadores não como um simples roubo, mas como uma ação de intimidação contra o parlamentar. Sirchia ficou afastado da Câmara por cerca de 30 dias após o incidente, alegando preocupação com a segurança da família.

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