O presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, decidiu não comparecer à convenção que oficializará o apoio do partido à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Prefeitura de São Paulo. O evento está marcado para esta quinta-feira, 20 de julho, na capital paulista.
Ausência estratégica
Segundo fontes da cúpula do União Brasil, Rueda optou por evitar o evento para não gerar desconforto com outras lideranças do partido que são contrárias ao apoio a Flávio Bolsonaro. A decisão de apoiar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi tomada pela executiva nacional, mas enfrenta resistência interna.
Resistência interna
Pesquisa interna do União Brasil mostrou que 60% dos filiados no estado de São Paulo são contra a aliança com o PL. Além disso, pré-candidatos a vereador do partido reclamam que a aproximação com Bolsonaro pode prejudicar suas campanhas em regiões onde o ex-presidente é rejeitado.
“O partido precisa manter unidade, mas há divergências significativas. A ausência de Rueda é uma tentativa de evitar um racha público”, afirmou um dirigente do União Brasil que preferiu não ser identificado.
Flávio Bolsonaro reage
Em nota, a assessoria de Flávio Bolsonaro disse que o senador “respeita as decisões internas de cada partido” e que “a aliança com o União Brasil é importante para fortalecer a oposição em São Paulo”. O pré-candidato também afirmou que “não há qualquer problema com a ausência de Rueda”.
A convenção contará com a presença de outras lideranças do União Brasil, como o presidente do diretório municipal de São Paulo, Ricardo Nunes, e o deputado federal Kim Kataguiri. A expectativa é que o apoio seja oficializado mesmo sem a presença do presidente nacional.
Impacto na campanha
Analistas políticos avaliam que a ausência de Rueda pode enfraquecer o discurso de união da coligação. O cientista político Carlos Melo, do Insper, afirma que “a falta do principal líder do partido em um ato tão simbólico passa uma imagem de desarticulação”.
Flávio Bolsonaro lidera as intenções de voto para a prefeitura de São Paulo, com 28% segundo pesquisa Datafolha divulgada em junho. O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) aparece com 24% e o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) com 12%.



