A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vive dias de intensa movimentação com a reformulação das comissões temáticas. O Partido Liberal (PL), maior bancada da Casa, busca assumir o controle de colegiados estratégicos, enquanto o PSOL perde espaço, especialmente na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e na Comissão de Direitos Humanos.
Renata Souza recorre à Justiça para manter cadeira
A deputada Renata Souza (PSOL) entrou com uma ação judicial para assegurar sua permanência na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A comissão agora será presidida por Sarah Poncio (SDD), numa mudança que reflete a nova correlação de forças na Alerj. Segundo fontes da Casa, a briga pelo posto envolve interpretações sobre o regimento interno e a proporcionalidade partidária.
PL assume controle de comissões estratégicas
Com a maior bancada, o PL reformulou a composição de diversas comissões. O partido justifica as alterações como necessárias para garantir a proporcionalidade entre as legendas. O PSOL foi o principal alvo: Dani Monteiro deixou de ser membro da Comissão de Direitos Humanos, sendo substituída por Yuri Moura. A mudança gerou críticas da oposição, que alega perda de representatividade.
“Essas mudanças visam à proporcionalidade, conforme determina o regimento”, afirmou um líder do PL, sob anonimato. “Não há perseguição política, apenas ajustes para refletir a vontade das urnas.”
Impacto na pauta de direitos
A saída de Renata Souza e Dani Monteiro de comissões ligadas a direitos das mulheres e humanos preocupa organizações da sociedade civil. Ambas são conhecidas por sua atuação em pautas feministas e de direitos humanos. A nova composição pode alterar o andamento de projetos sensíveis, como os relacionados à violência doméstica e à proteção de minorias.
Até o momento, a presidência da Alerj não se manifestou oficialmente sobre a ação de Renata Souza. O caso deve ser analisado pelo Judiciário nos próximos dias.



