A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), resistiu às investidas do partido e declarou que não pretende ser candidata ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A afirmação foi feita em entrevista ao blog do jornalista Lauro Jardim, publicada neste sábado (14).
Recusa à pressão partidária
Segundo Marília, a cúpula do PT mineiro tem tentado convencê-la a disputar o cargo, mas ela mantém a posição de não querer concorrer. "Não quero ser candidata ao governo. Já deixei isso claro para o partido", disse a prefeita, que cumpre seu segundo mandato à frente da cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.
Contexto político em Minas
A resistência de Marília ocorre em meio a articulações do PT para definir um nome forte para o governo estadual. Atualmente, o partido busca unificar apoios em torno de uma candidatura que possa enfrentar o atual governador Romeu Zema (Novo), que tenta a reeleição. Marília é vista como uma das lideranças com maior potencial eleitoral, mas sua recusa obriga o PT a buscar alternativas.
Pesquisas internas do partido indicam que Marília Campos possui alta taxa de aprovação em Contagem, onde foi reeleita com 62% dos votos válidos em 2024. No entanto, a prefeita afirma que seu foco está na gestão municipal e que não pretende se envolver em disputas estaduais no momento.
Reações no PT
Dirigentes do PT em Minas Gerais, como o presidente estadual deputado Rogério Correia, reconhecem a força de Marília, mas respeitam sua decisão. "Ela é uma grande quadro, mas se não quiser, temos outros nomes para trabalhar", afirmou Correia. Entre as alternativas cogitadas estão o deputado federal Reginaldo Lopes e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (sem partido), que já flertou com o PT.
Marília Campos, no entanto, não descarta apoiar um nome do partido, desde que não seja o dela. "Apoiarei quem o partido escolher, mas não serei a candidata", reforçou.



