O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticou a postura do governo federal em relação às sobretaxas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras durante agenda no Rio Grande do Sul. Em entrevista à Rádio Guaíba, em Porto Alegre, Zema afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agiu com passividade diante das tarifas e priorizou a aproximação com países anti-americanos.
Zema critica diplomacia de Lula
Para Zema, o governo brasileiro falhou na diplomacia ao questionar o uso do dólar e ao estreitar laços com nações como Venezuela, Cuba e Irã. "O que o Lula fez foi o contrário do que deveria fazer para atender bem um parceiro comercial", criticou o pré-candidato. Segundo ele, essa postura afasta os Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial do Brasil. "O Brasil está ficando cada vez mais dependente da China. Isso não é bom", avaliou Zema.
Apoio à renegociação da dívida do RS
Zema também demonstrou apoio à renegociação do débito do Rio Grande do Sul com a União. Ele comparou a situação gaúcha com a de Minas Gerais e afirmou que o governo federal cobra juros insustentáveis, prejudicando entes fundamentais para a economia e a exportação do país.
Proposta de fatiamento da Petrobras
O político defendeu a reestruturação da Petrobras para reduzir o preço dos combustíveis. Em vez de uma privatização tradicional, Zema propõe a divisão da estatal. "Nós vamos fatiar a Petrobras para que haja concorrência", afirmou, argumentando que o monopólio atual prejudica o consumidor.
Convenção do Novo e escolha de vice
A convenção do partido Novo está marcada para o dia 27, quando o nome de Zema deve ser formalizado. A definição do candidato a vice-presidente, no entanto, ocorrerá até o limite legal de 5 de agosto. O pré-candidato busca aliança com siglas sem candidatura própria e exige que o parceiro de chapa seja "ficha limpa".



